A Red Bull terminou os três dias de testes de pré-temporada no Bahrein com o tempo mais rápido, cortesia de Sergio Pérez na última sessão, e parece neste arranque de época a clara favorita às vitórias. Como vimos no ano passado, podem existir surpresas e não vencerem o Grande Prémio do Bahrein, mas em teoria têm o carro mais forte da grelha. No entanto, isso não atemoriza Frédéric Vasseur, chefe de equipa da Ferrari, que salientou ser difícil tirar ilações de tempos rápidos por volta sem se saber que carga de combustível tinha cada carro e reforçou que a sua equipa não esteve à procura do tempo mais rápido, preferindo concentrar-se noutros pormenores.
“Em geral, penso que podemos estar satisfeitos com o teste que fizemos”, disse Vasseur sobre os três dias de testes. “O carro parece ter um bom desempenho, mas não sabemos qual o nível de combustível dos outros. O mais importante foi analisar todos os tipos de configuração no carro, porque as características de hoje [dos testes] são completamente diferentes da próxima semana. Não me lembro quem fez a volta mais rápida no ano passado no Bahrein, mas não estava na pole position para a corrida. E aconteceu o mesmo há dois anos atrás”.
Questionado sobre o ritmo dos seus adversários, Vasseur realçou que “é muito difícil fazer qualquer tipo de comparação” nas simulações de qualificação efetuadas nos testes, porque não se sabe exatamente a carga de combustível de cada um dos carros, acrescentando que “a única coisa que se pode saber é quando se está a fazer uma simulação de corrida. Porque sabemos que, se não parar o carro e fizer 55 voltas, isso significa que começou com 110kg”. O responsável da Ferrari explicou que o foco da sua equipa foi diferente. “Do nosso lado, fizemos diferentes tentativas, com diferentes cargas de combustível. Algumas soluções estavam a funcionar, outras um pouco menos. Temos de tirar o melhor partido disso e fazer uma análise adequada, mas mais uma vez, a corrida da próxima semana, mesmo entre o início da corrida e o fim da corrida, será uma história diferente. No Bahrein, no final da corrida, a [temperatura] pista é muito, muito baixa e o cenário será completamente diferente deste [no teste]”, concluiu.











