Um dos grandes motivos que levou a F1 a fazer os primeiros testes coletivos à porta fechada foi o receio de ver repetido em 2026 as cenas de 2014, em que os motores híbridos se revelaram demasiado frágeis e pouco competitivos nas primeiras voltas. Esses receios revelaram-se infundados, com a fiabilidade das novas unidades motrizes a destacar-se na primeira semana de trabalhos.
O diretor técnico da Mercedes, James Allison, mostrou-se surpreendido com o elevado nível de fiabilidade apresentado pelas equipas e construtores durante o recente teste em Espanha, numa fase inicial marcada por profundas alterações regulamentares na Fórmula 1.
Ao longo dos cinco dias de ensaios (três para cada equipa), o pelotão completou mais de três mil voltas sem registar falhas relevantes. Segundo Allison, a robustez demonstrada foi, em alguns casos, superior à observada em testes de inverno de anos anteriores, quando os regulamentos já estavam bem estabilizados.

James Allison comentou a surpresa que sentiu:
“A maior surpresa para nós — e imagino que também para os nossos rivais — foi o nível verdadeiramente impressionante de fiabilidade que vimos em todo o pelotão. Com tudo tão novo, teria sido razoável esperar que este primeiro teste fosse uma sinfonia de bandeiras vermelhas e carros a fumegar, mas isso não aconteceu. Na maioria dos casos, a fiabilidade destes carros foi comparável, e por vezes melhor, do que a dos testes de inverno do ano passado, com regulamentos muito mais maduros.”
Terminada a primeira semana, as equipas vão focar-se em trabalhar nas fragilidades identificadas, ao mesmo tempo que começam a entender o que a concorrência fez, tentando buscar inspiração para as próximas melhorias.
“Quando todos saímos finalmente para a pista, caímos em cima dos desenhos dos outros para tentar perceber o que podem ter encontrado que nós não vimos. No fundo, somos plagiadores completamente descarados — e sabemos que todos os nossos adversários fazem exatamente o mesmo.”









