Enquanto o mundo vai fechando as portas à Rússia, na esperança que os responsáveis governamentais entendam que têm mais a perder do que a ganhar com a continuação da invasão à Ucrânia, a FIA vai reunir-se hoje para discutir possíveis novas sanções.
A F1 já confirmou o cancelamento do GP da Rússia, enquanto Sebastian Vettel disse de forma clara que não iria à prova, caso ela se mantivesse no calendário. A Haas retirou a Uralkali do seu carro e a parceria tem o seu final praticamente delineado. Mas, com a FIFA e UEFA, que inicialmente tomaram decisões demasiado brandas, agora a endurecerem a sua posição, a FIA terá também de fazer o mesmo e, olhando ao pedido da Federação Ucraniana de Automobilismo (FAU), os pilotos russos poderão ter problemas. A FAU pediu à FIA para banir todos os pilotos com licenças russas e bielorrussas, o que está em linha com o que o Comité Olímpico Internacional pediu, de não permitir a participação de atletas e oficiais russos e bielorussos (a FIA é reconhecida como federação desportiva pelo COI). Assim, pilotos como Nikita Mazepin (F1), Robert Shwartzman (piloto testes Ferrari), Alexander Smolyar e Boris Rotenberg (F3), Daniil Kvyat (WEC), Roman Rusinov (ELMS), entre muitos outros podem ficar impossibilitados de pilotar.
Mais ainda, estruturas como a G-Drive podem ficar impedidas de correr, o que pode ser um golpe para a Algarve Pro Racing, que tem sido parceira da equipa russa. Também no Off-Road a Kamaz pode sofrer consequências. Mais ainda, as equipas que tenham patrocinadores russos poderão, ou quererão terminar ligações. Não é um momento fácil para o automobilismo e certamente que muitos dos russos envolvidos não queriam a guerra. Devemos evitar ao máximo generalizações perigosas, mas por outro lado é preciso fazer tudo o que pode ser feito para travar um conflito que não deveria sequer ter começado e a união demonstrada é um forte sinal. Aguardamos os resultados da reunião.











