F1: Ferrari pode ser uma das favoritas na Arábia Saudita
Já se falou muito do mau arranque da Ferrari em 2023. A primeira corrida acabou da pior forma para Charles Leclerc e a segunda corrida vai começar mal, com uma penalização por uso de uma terceira centralina, quando são apenas permitidas duas por época. O cenário é francamente mau para a Scuderia, mas a Arábia Saudita pode trazer um balão de oxigénio importante.
A pista saudita é uma das mais rápidas do ano, onde se dá primazia à velocidade de ponta e eficiência aerodinâmica (boa velocidade, sem demasiado arrasto). O asfalto é mais suave do que o abrasivo tapete do Bahrein e as características da pista são muito diferentes, pois no Bahrein, equipas com melhor tração e melhor gestão de pneus teriam sempre vantagem.
Vimos que a Ferrari apresentou uma gestão pobre dos pneus e, por conseguinte, teve dificuldades em zonas de tração. Em Jidá o cenário é completamente diferente. Apenas três curvas são lentas, pelo que a tração vai ter uma importância menor nesta prova. Menos uma dor de cabeça para a Scuderia. Mas o cenário melhora. A Ferrari foi a mais rápida em reta, o que denota uma boa eficiência, fundamental para aproveitar a velocidade de ponta que será de grande importância na Arábia Saudita. Se a Ferrari conseguir minimizar as perdas nas curvas mais lentas, nomeadamente a 1, a 13 e a 27, poderá ganhar vantagem nas retas e nas zonas mais fluídas da pista.
No caso da gestão de pneus, não deveremos ver grandes problemas nesse capítulo. A pouca exigência do asfalto saudita poderá levar a que a degradação seja “negativa”, ou seja, tendo em conta o uso combustível (carro mais leve), a borracha nos pneus e as características da pista, poderemos ver uma melhoria relativa na performance. Assim, a degradação poderá não ser um fator a ter em conta neste fim de semana.
Em resumo, uma pista em que a gestão de pneus está facilitada e a velocidade de ponta é um fator essencial, é a ideal para a Ferrari poder dar um passo em frente. Há apenas um “pormenor”. Charles Leclerc cai dez lugares na grelha devido à penalização por troca de centralina. Ou Carlos Sainz mostra que tem o que é preciso para vencer, ou a corrida é mais uma vez louca e os Safety Cars colocam Leclerc na luta, ou então a Ferrari perde uma oportunidade de ouro de sacudir a pressão.
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