A revolução na F1 já começou. Se em 2022 vamos ver novos carros em pista, em 2026 devermos ver motores a usar combustíveis sustentáveis.
A F1 não fugiu ao desafio ambiental e ao invés de se esconder ou de tentar caminhos que já estão a ser percorridos, iniciou uma viagem própria com os biocombustíveis a serem a solução encontrada.
A FIA e a F1 estão a trabalhar para se tornarem neutras em emissões de carbono a partir de 2021 e alcançarem o estatuto de zero emissões até 2030.
Parte desses planos incluem a mudança para combustíveis 100% sustentáveis quando uma nova Unidade motriz for introduzida, e a FIA confirmou que foram enviadas amostras aos fabricantes de F1 para teste.
“Um dos passos mais significativos para alcançar este objetivo foi a investigação, desenvolvimento e produção pelo Departamento Técnico da FIA de um combustível 100% sustentável, desenvolvido de acordo com especificações rigorosas de F1”, disse a FIA na sua revisão da estratégia ambiental.
“Sendo uma variedade de biocombustível de segunda geração, o que significa que é exclusivamente refinada utilizando bio resíduos, não destinados ao consumo humano ou animal, os primeiros barris estão agora com os fabricantes de unidades motrizes de F1 para testes e validação”.
Espera-se que as equipas de F1 trabalhem com os fornecedores existentes e novos para eventualmente desenvolverem os seus próprios combustíveis no futuro.
“O objetivo é demonstrar o trabalho tecnológico e levar os fornecedores de F1 a desenvolverem os seus próprios combustíveis, com o requisito obrigatório de serem 100% sustentáveis.”
Ross Brawn, diretor-geral da F1, espera que o desporto possa liderar o desenvolvimento de tais combustíveis e ter um impacto positivo no sector automóvel do “mundo real”.
“A Fórmula 1 há muito que serve de plataforma para introduzir os avanços da próxima geração no mundo automóvel. Estamos encantados com a dinâmica dos combustíveis sustentáveis que se alinha perfeitamente com o nosso plano de chegarmos neutralidade de emissões de carbono até 2030”, disse Brawn.
“A nossa principal prioridade é agora construir um regulamento para o motor híbrido que reduza as emissões e tenha um benefício real para os automóveis na estrada. Acreditamos que temos a oportunidade de o fazer com o motor da próxima geração que combina tecnologia híbrida com combustíveis sustentáveis”.
Jean Todt, Presidente da FIA, acrescentou: “A FIA assume a sua responsabilidade em liderar o desporto automóvel e a mobilidade num futuro de baixo carbono para reduzir o impacto ambiental das nossas atividades e contribuir para um planeta mais verde. Ao desenvolver combustíveis sustentáveis feitos a partir de bio resíduos que podem alimentar a Fórmula 1, estamos a dar um novo passo em frente. Com o apoio das principais empresas mundiais de energia, podemos combinar o melhor desempenho tecnológico e ambiental”.












