Não deixa de ser um ponto pertinente que é levantado por Éric Boullier. O antigo responsável da Lotus e da McLaren, que tem agora o cargo de diretor do GP de França, considera que se as corridas sprint avançarem, elas deverão ser feitas em todas as provas.
Anteriormente, o CEO da F1, Stefano Domenicali, disse que a ideia é fazer das corridas sprint de sábado uma ocasião rara – como um torneio ‘Grand Slam’ no tênis. Boullier não é dessa opinião.
“Entendo e concordo com o processo de teste em vez de saltar para o desconhecido”, disse Boullier, referindo-se ao ensaio de três corridas do formato este ano. “Mas se o mantivermos, o novo formato deve aplicar-se em cada jornada. Operamos como parte de um campeonato mundial onde as regras devem ser iguais”.
As corridas sprint, apesar de serem uma ideia interessante, levantam algumas questões que terão de ser respondidas. Quantos fins de semana com esse formato teremos, ou quais as pistas escolhidas são apenas algumas, mas que podem levantar algumas dúvidas sobre o conceito. Certamente que ideal seria fazer em todas as jornadas, mas o limite orçamental não o permite e vai claramente contra a ideia de uma F1 economicamente mais viável. Será preciso entender se os palcos para as corridas sprint vão ser escolhidos com base em critérios desportivos, ou se serve apenas para criar uma espécie de leilão para os promotores que queiram receber este formato.











