A Red Bull está já a tratar do futuro a curto prazo e já iniciou conversações com a Honda com vista a um possível acordo de fornecimento de motores para as duas épocas que se avizinham, antes da mudança de regulamentos. A Red Bull, desde o divórcio dos nipónicos com a McLaren, ficou de olho na possibilidade de poderem trocar de unidade motriz, acabando com uma relação cada vez mais fria com a Renault.
No último fim de semana os responsáveis da Red Bull e da Honda encontraram-se, naquele que foi o primeiro contacto entre ambas as partes.
Masahi Yamamoto estava contente depois da reunião com Helmut Marko:
“Como foi a primeira reunião, discutimos as condições de ambos os lados e o que esperamos um do outro. Foi positivo. Acreditamos que as duas partes ficaram satisfeitas. Há um bom relacionamento entre nós. No entanto, é a primeira vez que temos uma reunião oficial. É o ponto de partida para um potencial futuro. ”
“Temos a obrigação de apresentar os documentos no dia 15 de maio à FIA”, disse Yamamoto.” As discussões começaram agora e têm de decorrer de forma tranquila. Quero usar o tempo que temos para discutir com a direcção da Honda antes de receber o feedback da Red Bull para dar os próximos passos. Quando decidimos voltar para a F1, o plano não era apenas fornecer uma equipa, mas sim trabalhar com várias. Os membros da direcção estão cientes das discussões e há um grande respeito pela Red Bull”.
A Red Bull está numa posição privilegiada pois trabalha directamente com a Renault e tem a Honda com a Toro Rosso por isso pode tomar uma decisão de forma ponderada e com conhecimento de causa. Para a Honda seria uma excelente notícia pois mostraria que a Red Bull viu potencial na sua unidade motriz, mas colocaria também um nível de pressão extra pois a exigência é muito maior. No entanto a Red Bull estará a trocar uma unidade motriz com que já venceu por uma que ainda não mostrou capacidade para o fazer. A relação da Honda com os responsáveis da Toro Rosso é boa até ao momento e a equipa de Faenza fez o esforço para tentar perceber a cultura e a forma de trabalhar dos japoneses, algo que a McLaren não fez. É talvez sobre essa base que as conversações podem chegar a bom porto. Este mês deverá ser conhecida a decisão.










