Eddie Jordan falou do futuro da F1 e deixou um cenário que poucos consideram possível… a saída da Mercedes da F1 e a consequente ida de Lewis Hamilton para a Ferrari.
Segundo Jordan, a Mercedes deverá acabar com a sua equipa de F1, para fazer frente à crise que o surto do novo coronavírus provocou:
“Os preços do petróleo estão a cair, então as empresas de petróleo não podem mais assumir os mesmos compromissos como até agora “, disse Jordan ao Sport1 e ao F1-Insider.com. “A Petronas também precisará interromper o seu patrocínio. Isso é um enorme buraco no orçamento. A liderança da Mercedes não pode fazer mais nada: eles conseguiram tudo, venceram tudo. Nessas circunstâncias, eles não podem mais promover mais sucessos.”
“Eles venderão a sua equipa, talvez a Lawrence Stroll, que pretende tornar-se campeão do mundo com seu filho e sua nova marca Aston Martin. E isso será difícil com sua atual equipa, a Racing Point. Posso imaginar que a Mercedes entrará numa parceria mais intensa com a McLaren, como no passado.”
“No futuro, Ferrari, Red Bull e provavelmente McLaren-Mercedes serão novamente os pilares da Fórmula 1.”
A suposta saída da Mercedes da F1 leva ao ponto de interrogação sobre Hamilton. O piloto já disse que queria ficar na estrutura, mas a saída imaginada por Jordan não daria outra hipótese que não fosse uma ida para a Ferrari:
“Lewis irá mudar-se para a Ferrari. Somente os italianos poderão pagar o salário e sabem que ele vale a pena. Verstappen ficará com a Red Bull e tentará vencer Lewis. Mas isso será muito difícil. “
Charles Leclerc tem contrato de longa duração com a Ferrari, mas o futuro de Sebastian Vettel está em dúvida. Rumores sugeriram que Vettel está interessado em juntar-se com Andreas Seidl na McLaren, tendo os dois trabalhado juntos na BMW.
Jordan admitiu: “Ao contrário de Lewis Hamilton, não conheço Vettel muito bem, mas, na minha opinião, ele não tem escolha a não ser parar ou mudar-se para a McLaren. O comboio da Ferrari já partiu há muito tempo. “
Jordan costuma ter boas fontes dentro da F1, mas será que este cenário faz sentido? Pessoalmente acredito que não. Como já referido, a operação da Mercedes nesta altura é praticamente auto-suficiente, numa altura em que está a operar com um orçamento que está perto dos 400 milhões de euros. Com este nível de gastos, a equipa consegue ter lucro, quer na parte da equipa em Brackley, quer na parte dos motores em Brixworth. O investimento da Mercedes na F1 ficou-se pelos 15%, um valor baixo para o retorno que a marca tem ao nível de exposição mediática, publicidade e desenvolvimento tecnológico. Mesmo que a Petronas reduza o patrocínio, também o orçamento será forçosamente menor ( com o limite a ser agora de 145 milhões de dólares, muito abaixo do que a Mercedes gasta), pelo que o choque pode ser encaixado mais facilmente. E mesmo que a Mercedes queira vender a equipa, terá Lawrence Stroll capital para voltar a fazer um avultado investimento e comprar a Mercedes, deixando a Racing Point ao seu destino, que ficaria negro nesse cenário? Esta hipótese parece pouco plausível.
Mas a confirmar-se, a ida de Hamilton para a Ferrari faz sentido. O britânico teria apenas essa hipótese para tentar chegar ao título, pois a Red Bull apostou tudo em Verstappen, e nenhuma outra equipa tem condições financeiras ou competitivas para receber o #44.
Se a Mercedes sair da F1, tal como afirma Jordan, é um péssimo sinal para a competição que poderá ser mesmo obrigada a reinventar-se










