Jean Todt, presidente da FIA, diz que é impossível evitar a coincidência de datas entre a Fórmula 1 e as 24 Horas de Le Mans. A entrada do GP da Europa, em Baku, no calendário deste ano da F1, voltou a colocar as duas competições no mesmo fim de semana, algo que não houve em 2016, em que Nico Hülkenberg, piloto da Force India, venceu Le Mans ao serviço da Porsche.
A ‘guerra’ entre a F1 e Le Mans é antiga e chegou a levar à extinção do Campeonato do Mundo de Resistência após a temporada de 1992. Nos últimos anos, tem sido comum a realização do GP do Canadá no mesmo fim de semana das 24 Horas, e a presença de pilotos de F1 no ativo tinha sido reduzida a zero desde os anos 90. No entanto, com um horário mais aproximado do do continente europeu, este ano houve críticas à alteração ao calendário da F1.
Jean Todt não vê um inconveniente com a realidade, adiantando que existem somente 52 fins de semana por ano e que as coincidências de data entre campeonatos mundiais são frequentes. Na verdade, o calendário é mais preenchido durante os meses do verão europeu. Todt também disse que a realização de uma corrida de F1 no mesmo fim de semana não afeta a quantidade de pública em Le Mans, e que é possível marcar a bandeirada de xadrez na pista francesa de modo a não colidir com a partida do Grande Prémio.










