Os famosos donuts feitos no final da corrida em Abu Dhabi são sempre muito festejados pelos fãs… mas nem por isso pelos engenheiros.
A FIA tinha uma postura muito rígida em relação aos donuts no final das corridas. Os fãs gostam, os pilotos também, mas por uma questão de segurança a FIA proibia isso. Mas com a necessidade de dar aos fãs o que eles realmente querem, a atitude para com este festejo ficou mais branda. Os donuts no final das corridas em Abu Dhabi, normalmente a última do ano, começam já a ser tradição. Mas porque não se fazem mais? Porque não são o melhor tratamento para os monolugares, como explicou James Vowles, diretor de estratégia da Mercedes.
Respondendo a uma pergunta sobre se os donuts prejudicam o motor ou a caixa de velocidades, disse Vowles: “No final da corrida, vimos os nossos dois carros a fazerem donuts juntos ao mesmo tempo na reta da meta.”
“É mau para os componentes? Não é brilhante. O motor está a funcionar suficientemente perto do limitador enquanto anda em círculos. A caixa de velocidades em si, depende de como se liberta a potência para baixo. Se a potência passar progressivamente está bem, temos geralmente visto que não danificamos a caixa de velocidades permanentemente, mas não é ótimo para nenhuma das afinações.“
“Claramente o nosso carro não foi concebido para ter rodas traseiras a patinar e rodando em círculos durante 30 segundos a um minuto.”
“Mas esse carro também foi desmontado após a corrida. Tivemos o teste da pós-temporada em Abu Dhabi na terça-feira, mas foi construído com outros componentes em vez dos que foram utilizados nesse fim-de-semana”.
É talvez por isso o maior entrave aos donuts no final das corridas. Os danos que são feitos num carro com peças que têm de durar no mínimo cinco a sete corridas não compensa o espetáculo apreciado pelos fãs.












