Robert Kubica, que correu pela última vez na F1 há sete anos, participa no primeiro nos testes em Hungaroring, guiando pela primeira vez o Renault R.S. 17. Um ensaio que é visto pela equipa como uma avaliação séria ao que o polaco poderá fazer, seis anos depois dos ferimentos sofridos num acidente de rali.
“É agradável dar-lhe a oportunidade de regressar e poder fazer alguns quilómetros, mostrando como lida com tudo. Uma boa oportunidade para vermos se pode ou não voltar à Fórmula 1 um dia”, afirmou Nick Chester, diretor técnico da equipa Renault. Kubica é visto como um possível substituto de Jolyon Palmer na próxima época, ao lado de Nico Hulkenberg, que tem consistentemente marcado pontos, sendo sexto no campeonato, enquanto Palmer ainda não marcou um único ponto. Ainda assim Cyril Abiteboul, diretor da Renault Sport, não quer para já traçar cenários futuros.
Kubica testou este ano um F1 Renault de 2012, e este teste na Hungria com um carro de 2017 mostra-se algo mais sério do que apenas uma simples brincadeira para ‘matar saudades’ da F1. Os carros deste ano têm mais carga aerodinâmica, pneus maiores e por isso exigem do polaco mais preparação física e força de braços e pescoço. “Do que vimos até agora da sua força mental é boa, dá tudo para regressar. Fisicamente passou todos os testes e tivemos que fazer pouco no carro para que se sinta confortável, por isso penso que lida muito bem com um F1 atual”, observou Nick Chester.
Na sua carreira na F1 Robert Kubica colecionou 12 pódios e ganhou o Grande Prémio do Canadá de 2008 aos comandos de um Sauber BMW, depois de ter sido segundo classificado na prova anterior, o Grande Prémio do Mónaco. O polaco tem merecido rasgados elogios pela coragem de voltar a experimentar um carro de F1, nomeadamente por parte de Lewis Hamilton: “Robert é um dos pilotos mais rápido com quem competi. Um talento natural. Se ele ainda corresse hoje estaria na luta pelo título mundial”.









