F1: David Coulthard recusou a Ferrari

Por a 23 Abril 2020 11:30

David Coulthard recusou ir para a Ferrari em 1996 por não querer ser número 2 da equipa.

Coulthard relembrou a década de 90, em especifico a época de 96, altura em que esteve perto de assinar pela Ferrari. O escocês recusou a proposta para ser colega de Michael Schumacher por não querer assumir o papel de nº2 da equipa:

“Na Ferrari, o contrato que foi oferecido efetivamente tornava-me o número dois de Michael ”, disse ele em entrevista à RTE da Irlanda. “Não tenho dúvidas de que o Michael era o piloto mais forte dos dois, porque reconheço que ele era melhor do que eu, mas, nessa fase da minha carreira, não podia aceitar assinar um contrato número dois.”

“Foi por isso que decidi assinar pela McLaren e acho que essa foi a decisão certa para minha carreira”.

“A empresa que geria a minha carreira na época conseguiu negociar um pacote financeiro muito mais lucrativo na McLaren contra um contrato de dois anos oferecido pela Williams. Eu estive na liderança do último grande prémio em 95 em Adelaide para três meses depois, estar em Melbourne com a McLaren na 13ª posição. Então, de repente, recebia muito mais dinheiro, mas num carro menos competitivo.”

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16 comentários

  1. Jo16061702

    23 Abril, 2020 at 11:59

    E Graças a Deus. Viva o Irvine e o Barrichello…
    Este sempre foi um piloto de primeira….não viram a forma como esmagou o Hakkinen?

    • Luís Amorim

      23 Abril, 2020 at 12:16

      Em seis épocas como colega de equipa (1996-2001) ficou à frente do Hakkinen com mais pontos em 1997 e 2001.

      • Jo16061702

        23 Abril, 2020 at 13:36

        Não tenho a certeza que tenha entendido, portanto esclareço. O meu comentário acerca do “esmagamento” era irónico, para todos os que afirmam que este foi um grande piloto

    • Frenando_Afondo™

      23 Abril, 2020 at 19:36

      Porque com Coulthard forçado a ser número 2 por contrato, a história da Ferrari ia ser muito diferente lol…

  2. pedro-prates44gmail-com

    23 Abril, 2020 at 12:11

    Realmente, na altura não percebi porque é que o Coulthard saiu da Williams que tinha um carro muito bom, para ir para a McLaren que estava a fazer a travessia do deserto em termos competitivos. Creio que, apesar da Williams lhe oferecer um contrato de apenas 2 anos, o Escocês fez uma grande asneira na sua carreira. Em 96 e 97 na Williams teria lutado facilmente pelo título.

    Em relação à Ferrari, compreende-se facilmente que não tenha querido ser o nº2 do Schumacher. Mas, ironia do destino, apesar de vir a ser o 2º piloto da Scuderia, teria ganho o título de 99 com relativa facilidade, quando o piloto Alemão teve o acidente em Silverstone que o impediu de aproveitar o excelente carro que tinha nas mãos. Isto porque o Coulthard era bem melhor piloto do que o Irvine e, por certo, não teria deixado escapar a oportunidade de 99!

  3. jorge f

    23 Abril, 2020 at 15:05

    Por isso não considérem Michael Schumacher o melhor piloto de todos os tempos.Teve uma équipa a trabalhar só para ele mesmos os pilotos numéro 2 trabalhavam para ele.E não havia grande concorrencia a Nivel de pilotos naquela época.

  4. Lisboa

    23 Abril, 2020 at 16:01

    O David Coulthard pertence à turma de 1993 da Formula 3000, tendo ficado atrás de 2 pilotos que tiveram carreiras carreiras bem distintas na F1 devido à nacionalidade de cada um.

    O Panis correu a maior parte da carreira em equipas francesas com patrocinadores franceses, enquanto o Lamy, piloto claramente mais talentoso que os restantes 2, não conseguiu singrar na F1 devido à falta de patrocínios, ou melhor, por falta de nacionalidade certa.

    O Coulthard é a meu ver, um piloto competente, esteve em 2 equipas de ponta, que venceram corridas e campeonatos enquanto ele lá esteve, mas apesar da simpatia, do sorriso Colgate e do à vontade com as câmaras, nunca conseguiu ser um líder, tendo sido batido por todos os colegas de equipa, com excepção do Klien.

    É um piloto que chega à Fórmula 1 devido à morte do Senna, que vai para a McLaren porque a contratação do Mansell falhou, assim com a contratação do Hill para 97 falhou.

    É melhor que o Irvine, não sei se é, fui muito mais profissional e dedicado ao desporto que o irlandês, isso foi.

    Para mim, nem ao nível do Barrichello estava.

    Chegou por sorte, pela nacionalidade que tinha e foi se mantendo na F1 pela experiência que foi acumulando, não pela velocidade.

    O “grande” Daniel Ricciardo é outro Coulthard. Chegou por cunhas, esteve numa equipa de ponta, foi vencendo por meros acasos mas nunca será campeão.

    Ambos têm uma carreira idêntica antes e dentro da F1.

    • Pity

      23 Abril, 2020 at 16:46

      Como deve ter acontecido a muita gente, olhei com atenção para o substituto do Senna. Lembro-me de me ter agradado bastante na sua estreia, apesar de ter desistido, com um qualquer problema mecânico. Com o carro certo e na altura certa, podia ter sido campeão. Esteve no carro certo, mas tinha um Hakkinen como colega. Não era extraordinário, mas era muito bom, muito, mas mesmo muito, melhor do que o Irvine.
      Se a sua intenção ao chamar o Ricciardo de “outro Coulthard” era depreciá-lo, não conseguiu. Provavelmente, Ricciardo terminará a sua carreira sem o título que a sua qualidade merece, mas está bem acompanhado com outros grandes pilotos que nunca o conseguiram. O próprio Coulthard, o Berger, o recentemente falecido Moss, etc.

      • Lisboa

        23 Abril, 2020 at 17:53

        Comparar o Coulthard e o Irvine não é tão fácil quanto parece, se por um lado o escocês acabou por ter uma carreira até algo proveitosa em relação ao irlandês, também não deixa de ser verdade que o Irvine quando teve o apoio total da equipa, por muito pouco não foi campeão, enquanto que o Coulthard nunca conseguiu ser verdadeiramente um candidato ao título. A diferença, para mim, é mesmo o profissionalismo e a entrega que ambos colocaram na carreira e em pista e nesse capítulo, o Coulthard bate em muito o inerte do Irvine. Se calhar com mais entrega e cabecinha o irlandês tinha vencido em 99.

        Agora, eu não comparei o Colgate australiano ao Coulthard para depreciar o primeiro, muito pelo contrário, foi para lhe ainda algum valor, é que o Coulthard ainda conseguiu ser vice-campeão e vencer 13 provas. O Colgate ainda tem de crescer muito para repetir tamanha façanha.

        E por favor, não compare em semelhança em nenhum aspecto o Sir. Moss, uma das MAIORES lendas do automobilismo, que após 60 de se retirar ainda hoje é conhecido e reconhecido e para sempre será, com um golpe de marketing da Red-Bull. O Sir. Moss é um herói, o Colgate é um faits divers na história da F1.

        Você é uma das pessoas que vai atrás do sorrisinho fácil e fotogénico e por isso acha que o rapazote tem talento, mas que não tem assim tanto, teve foi tremenda sorte no carro que lhe deram. Na Renault, vê-se o talento dele. Eu vi o Maldonado a vencer com um carro muitíssimo pior que o Renault de 2019, um GP por mérito próprio sem se aproveitar de desistências à frente. Quantos vitórias tem o Colgate por mérito próprio? 1? 2?

        O ano passado tinha dito que o Kubica ia ser batido pelo Russell, pois o polaco já não tinha talento para a F1, encheram-me de votos negativos, mas a verdade foi como o azeite. Em relação ao Colgate digo o mesmo, não tem estofo de campeão e em meia dúzia de anos, já ninguém se lembra dele.

        • Pity

          23 Abril, 2020 at 19:42

          Não vou pelo sorriso, vou por aquilo que vejo em pista e vejo que a Renault teve um carro mau, a ponto de ser batida pela equipa cliente. O Ricciardo é muito bom, mas não faz milagres. O Hamilton, com aquele Renault, também não teria grandes resultados. E, por favor, não faça comparações com o Maldonado. Esse ainda deve estar sem saber como conseguiu vencer aquela corrida.
          Quanto ao Kubica, também achei que ele ia ser um fiasco, não por já não ter talento, mas pelas limitações e por ter estado fora vários anos. O talento, ou se tem, ou não se tem, mas nunca se perde, o que se perde são capacidades de pôr o talento em acção.

      • Frenando_Afondo™

        23 Abril, 2020 at 19:33

        Ricciardo está a par de pilotos como Verstappen, embora para alguns custe muito aceitar, porque tiram fama a outros que – supostamente – limpariam o chão com ele.

    • Frenando_Afondo™

      23 Abril, 2020 at 19:28

      Bem, cada um com o seu ódio de estimação, eu também tenho o meu, por isso não vou criticá-lo por aí.

      Mas essa comparação com o Ricciardo foi muito forçada, não entendo como se pode dizer que o Ricciardo é um Coulthard quando o Australiano bateu o muito mais cotado Verstappen e um tetra-campeão em 2014, o seu ano de rookie na RB, equipa que não conhecia tão bem como Vettel. Coulthard mesmo com vários anos de experiência foi incapaz de conseguir o que Ricciardo conseguiu, quanto mais lutar por um título.

  5. Frenando_Afondo™

    23 Abril, 2020 at 19:35

    É completamente diferente ser número 2 voluntariamente a ser número 2 forçado por contrato. Porque Coulthard com Hakkinen demonstrou ser um gentleman. E acho que foi isso que o impediu de ganhar algum título, não tinha aquela sede de campeão que o faz bloquear os companheiros de equipa nas boxes ou atirar o rival para fora por duas vezes para ganhar títulos.

  6. Speedway

    23 Abril, 2020 at 23:28

    Com uma tábua mole como ele era a Ferrari fazia jus à sua priverbial escolha de “grandes” pilotos !!!

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