Tal como sucede hoje em dia em quase todos os desportos, os ‘mind games’ são uma arma de arremesso e mais uma forma de começar a tentar derrotar os adversários mesmo antes do ‘jogo’ começar. Vem isto a propósito das recentes declarações de Christian Horner, quando disse que Daniel Ricciardo optou por sair da Red Bull para fugir ao confronto direto com Max Verstappen.
As palavras foram ditas por Christian Horner, chefe da Red Bull, num dos episódios da nova série da Netflix – Drive to Survive: “A minha suposição é que ele está a fugir de uma luta”, disse Horner.
Mas Daniel Ricciardo diz que o seu
antigo chefe está errado: “Obviamente que digo não. Não é
verdade, eu adoro uma boa luta”, disse à EFTM.
“É mais
sobre mim do que sobre Max e muitas (outras) razões”, disse
Ricciardo, explicando que temia ficar frustrado com mais um ano de
passagem pelo Red Bull sem lutar pelos títulos: “Nós nunca
sequer chegámos perto, mas não estou amargurado com isso, é só a
constatação de uma realidade. Nunca foi sobre o Max. Eu posso
perceber porque ele tenha dito isso, mas está errado”.
Contudo, Ricciardo admite que, pelo menos este ano, estará atrás da Red Bull: “Como se sabe, a diferença para as três primeiras equipas é grande, pelo que chegar lá não vai acontecer da noite para o dia”, concluiu.
Na verdade, sem que Ricciardo o admita, a sua mudança para a Renault, para além do facto de ir ganhar muito mais dinheiro, tem menos a ver com isso e muito mais porque é melhor ser primeiro piloto numa equipa que está à procura de voltar ao que já foi há pouco mais de uma década, do que ficar para sempre na sombra de Verstappen.
Já toda a gente percebeu, Ricciardo incluído, que Verstapen assim que tiver um carro tão potencialmente ganhador quanto a Mercedes e a Ferrari, a sua capacidade irá fazer o resto, ou pelo menos colocá-lo em pé de igualdade com Hamilton e Vettel, e o australiano, estando a falar verdade quando fala em não fugir duma boa luta, também sabe que provavelmente ia perdê-la, e por isso se ajudar a Renault a fazer bem o seu trabalho pode, a médio prazo colocar-se em posição de também ele ter a equipa a girar à sua volta, como certamente vai suceder com Verstappen. E isso fará toda a diferença na sua carreira. Se a Renault não conseguir lá chegar, terá sempre essa desculpa, a de não ter carro…










