Daniel Riccardo foi até Faenza para fazer um assento na fábrica da Alpha Tauri. Nesta fase em que Nyck de Vries enfrenta dificuldades de adaptação, a ida de Ricciardo está a fazer aumentar a especulação.
Não há como disfarçar a fraca campanha de Nyck de Vries até ao momento. O piloto neerlandês teve uma excelente estreia pela Williams em Monza, no ano passado, e tornou-se num alvo apetecível para várias equipas. O acordo acabou por ser feito com a Alpha Tauri e as expetativas eram elevadas, dada a experiência em várias categorias. Mas as quatro primeiras corridas têm dado uma imagem muito pálida do piloto campeão do mundo de Fórmula E. Ora a sombra de Daniel Ricciardo vai pairando e a ida do australiano à fábrica da equipa em Itália fez aumentar o tom da especulação.
No entanto, é preciso realçar que a ida de Ricciardo à fábrica da Alpha Tauri não surpreende, pois sendo piloto de reserva da Red Bull e da Alpha Tauri em algumas corridas, teria sempre de fazer o assento para o monolugar da equipa. Mas com a má forma de Nyck de Vries a prolongar-se, a entrada do australiano na sua antiga equipa pode ganhar força. É mais um elemento de pressão para o neerlandês que já vê a estrutura da Red Bull a exigir melhores resultados em breve com o GP de Espanha a a referência. Se não houver melhorias até lá, o seu lugar fica em risco. Ou seja, de Vries tem Imola, Mónaco e Barcelona para mostrar o que pode fazer.











Quer dizer… Tiravam um piloto a meio do campeonato? Se for só do piloto (que em parte tem responsabilidade no desempenho)
Tinham de trocar muitos pilotos então.
Mudar de piloto a meio da época é a coisa mais normal na Red Bull e Alpha Tauri / Toro Rosso, umas vezes despedindo, outras despromovendo. Speed, Alguersuari, Kvyat, Albon, Gasly, Hartley, dos que me estou a lembrar, pelo que nada do que vem daqueles lados me espanta. Apesar disso, não acredito numa ida do Ricciardo para a Alpha Tauri.
Mudar de piloto a meio da época é a coisa «mais normal» na Red Bull?
Salvo melhor opinião, em 18 temporadas trocaram quatro vezes de piloto.
E alguns, como por exemplo Daniil Kvyat foram na hora certa… que o diga Max Verstappen, em 2016.
Só quatro? Eu citei seis, entre as duas equipas, e não garanto que não me tenha esquecido de ninguém.
Penso que não terá percebido o meu exemplo ou temos conceitos diferentes de normalidade. Achar que é «normal» uma equipa como a Red Bull (a par das outras Toro Rosso e AlphaTauri) trocar de piloto a meio da época não me parece muito honesto: em 18 anos, na Red Bull, fizeram quatro alterações (curiosamente duas delas nas duas primeiras temporadas, o que indicia, provavelmente, a inexperiência do nascimento da equipa). Se juntar tudo no mesmo saco, o que não me parece justo, ainda lhe faltam: Vettel, Vergne, Doornbos… Mas a equipa B é para isso e a filosofia parece, seguramente,… Ler mais »
Seria basicamente bom para o Tsunoda, para ter uma comparação diferente. Para o Ricciardo, pelo contrário, só lhe interessaria se estiver convencido que o carro é bom e que pode dar um baile ao japonês.
Sem dúvida absolutamente nenhuma, ele precisa de uma desafio maior do que aquele que lhe tem sido dado, até para evoluir
A grande vantagem da Red Bull ter duas equipas passa também por aqui, pode ir mexendo peças que levem ao sucesso coletivo. Burros seriam se não o fizessem
De Vries tem estado muito mal mas a verdade é que estamos a falar de um rookie. Pode ter muita experiência disto e daquilo mas de F1 nem por isso e não vinha mal nenhum ao mundo o rapaz ter pelo menos uma época para mostrar o que vale…p.s. tirar de Vries para colocar o Ricciardo dos últimos anos é chover no molhado…