Apesar de não estar ainda ao nível das equipas de topo, a Renault está feliz com o novo carro e espera uma luta ainda mais renhida pelo quarto lugar.
Cyril Abiteboul está consciente do desafio que a equipa tem pela frente mas sente que a equipa está onde tinham planeado:
“Fomos terceiros nos quilómetros percorridos nos testes e não há nada fundamentalmente errado com o carro“, disse ele à Auto Motor und Sport.“Estamos mais perto do topo do que antes. Achamos não há praticamente grandes diferenças entre nós, a Toro Rosso, a Haas, a Alfa Romeo e a McLaren. A Red Bull ainda é um mistério para nós”.
Quanto às diferenças de performance entre as várias unidades motrizes, o responsável francês acredita que neste momento, graças a estabilidade nas regulamentações, as prestações são muito semelhantes e que há poucas diferenças. O mesmo não se pode dizer das novas asas dianteiras que tiveram várias interpretações. Tal como tem acontecido com o conceito das entradas de ar laterais da Ferrari, copiadas praticamente por todas as equipas, excepto Mercedes, também nas asas haverá uma convergência na filosofia usada.
“Estamos a avaliar de perto o conceito da Ferrari”, admitiu ele. “Algumas soluções estão em processo de CFD, outras no túnel de vento. Temos que descobrir se é melhor ser conservador ou extremo.”
Nick Chester, responsável técnico da equipa, aponta à conquista de um pódio este ano, admitindo a grande diferença que ainda existe entre as equipas de topo e as restantes: “Há uma grande diferença para as três equipas à nossa frente, mas queremos reduzir isso e conseguir um pódio pelo menos.”
Chester admitiu também que a equipa já trabalha para 2021, ano em que a equipa pretende lutar pelo campeonato. O plano passar por conseguir chegar ao pódio este ano, ser presença assídua nos três primeiros lugares em 2020 e atacar o título em 2021. O plano está bem definido, resta apenas perceber se a Renault terá a capacidade para o executar da forma prevista.
Os testes mostraram que pelo menos a base de trabalho é interessante e que permite outros voos, mas a distâncias para o top 3 é ainda grande. E a concorrência está forte. A Alfa Romeo tem um carro muito interessante e beneficia agora da ligação mais forte com a Ferrari, a Haas manteve as virtudes do carro do ano passado com algumas melhorias, a Toro Rosso esteve também em bom nível e a McLaren apresentou-se muito bem e com possibilidade de acompanhar o crescimento das equipas ao longo do ano, sem ter de correr atrás do prejuízo.
Se a luta pelo top três promete muito, a luta pelo “campeonato B” será igualmente interessante










