Os últimos tempos de Fernando Alonso na Alpine não foram muito agradáveis para ambas as partes, já que o conhecido ‘feitio’ do espanhol, de não deixar para amanhã o que pode dizer hoje, fez de algum modo lembrar os ‘tempo áureos’ da McLaren, quando o “GP2 engine” ficou famoso.
As coisas não foram parecidas agora, mas a falta de fiabilidade do motor Renault ‘torrou’ a paciência ao espanhol que depressa ficou sem ‘filtros’. É óbvio que a culpa da falta de fiabilidade não é dele e por isso a sua frustração ouviu-se muitas vezes via rádio e nas entrevistas ou conferências de imprensa.
A também as coisas com Esteban Ocon chegaram um pouco longe demais. “Não havia necessidade de algumas das suas críticas”, disse recentemente um ‘desapontado’ Esteban Ocon pelo azedo fim do tempo ao lado de Alonso. O francês manifestou alguma tristeza pela forma como o seu período ao lado de Fernando Alonso com a Alpine chegou ao fim, com claras tensões entre a dupla depois de várias lutas roda-a-roda no recente Grande Prémio de São Paulo, que levaram até a ameaças da chefia que os deixaria fora do GP de Abu Dhabi.
Depois de alguns ‘encontros imediatos’ no início da temporada, os Alpine ‘chocaram-se’ duas vezes na primeira volta do Sprint em Interlagos, com os Comissários a penalizar o espanhol em cinco segundos. Queixou-se, mas foi ele a prevaricar…
Na altura, Alonso disse: “é mais uma corrida e depois acabou, finalmente”.
Ocon não gostou, claro: “Não é segredo que fiquei desapontado ao ver os seus comentários após a corrida. Não houve necessidade de algumas [das] críticas que ele fez. Mas eu respeito-o muito. Respeitá-lo-ei para sempre pelo que ele tem fez em pista ao longo dos anos. Ele é uma lenda do desporto e isso não vai mudar, mas eu fiquei um pouco desapontado”.
Agora, Ocon terá na Alpine, Pierre Gasly a seu lado. Será a primeira dupla de pilotos franceses a tempo inteiro numa equipa da Renault desde Alain Prost e Rene Arnoux, em 1982.










