A realização do Grande Prémio da Grã-Bretanha continua em dúvida, pois o governo britânico irá impor novas restrições à entrada de pessoas no país – CLIQUE AQUI PARA LER MAIS. Apesar disso, os voluntários que ajudam no Grande Prémio em Silverstone querem voltar à pista, mas a questão da segurança ainda paira no ar.
O jornal The Guardian foi entrevistar um desses voluntários. Carolyn Doyle já é comissária há cerca de cinco anos, tendo trabalhado em dois Grandes Prémios. Apesar de querer muito o regresso da Fórmula 1 ao seu país, Doyle quer que seja feito se não colocar riscos adicionais para a saúde da comunidade.
“Por muito que queiramos voltar, temos de reconhecer e fazer uma decisão responsável, mesmo que não seja a que queremos”.
No ano passado, existiram cerca de 980 pessoas que asseguraram o normal funcionamento da pista do Grande Prémio da Grã-Bretanha. Para além dos comissários, as unidades de emergência, de recuperação e um médico em todos os 34 postos dos comissários. Neste número não se incluem os voluntários que ajudam com os adeptos, pois nesta altura, está fora da equação fazer corridas com eles.
Para Doyle e muitos outros, a questão é: “Nós no posto conseguimos estar a uma distância aceitável. Mas, não o podemos fazer quando estamos a socorrer um acidente. Mas, se isso é preciso, é para isso que estamos lá. Mas, sentiria-me muito desconfortável se um piloto tivesse de ir ao hospital. Mesmo que seja com pequenos ferimentos, o sistema nacional de saúde não aguenta.”
A presidente do British Motorsports Marshals Club, Nadine Lewis, diz que as discussões entre a Fórmula 1, Silverstone, o governo e a associação estão a decorrer, para que se perceba o que fazer quanto aos comissários e a tudo o que envolve o seu trabalho.










