Após a qualificação do GP de França, Lewis Hamilton e o seu engenheiro têm uma conversa sobre onde o piloto britânico perdia tempo para Max Verstappen, o pole sitter.Foi referido que era novamente nas retas e Hamilton pareceu surpreso com o tempo que o neerlandês ganhava nessas zonas do traçado.
Foi claro para quem assistiu à corrida que isso era uma realidade. Os Red Bull estavam rápidos. Da Red Bull, a explicação é que foi utilizada uma nova configuração na asa traseira. A Mercedes suspeita de algo mais e Toto Wolff incomodou Christian Horner com as suas declarações após a corrida.
“Deram um enorme passo em frente com a sua unidade motriz, a introdução de uma segunda unidade motriz. E o seu carro é bom, não há dúvida disso”, afirmou Wolff.
A questão é que não se podem introduzir novas especificações nas unidades motrizes durante o ano e Horner quis deixar bem claro que os novos motores que a Honda trouxe para Paul Ricard, são exatamente iguais aos que tinham.
“Não estamos autorizados a fazer progressos. Não sei a que se estava a referir. Penso que são as mesmas especificações que a primeira unidade. Temos uma asa traseira muito mais pequena, por isso o desempenho em reta foi forte. Penso que a Honda está a fazer um excelente trabalho, mas não vemos um súbito aumento significativo de potência”, contestou Horner as palavras de Wolff.
Esta questão, numa outra altura, em que os ânimos entre Red Bull e Mercedes não estivessem tão quentes, por causa das acusações das asas flexíveis e da luta acérrima no campeonato, teria passado em claro ou mesmo nem teriam existido. No entanto, estamos perante um clima muito tenso e competitivo entre ambas as partes, mais situações como esta deverão acontecer até ao fim da época.









