Como é do conhecimento geral, os comissários da FIA podem avisar os pilotos por causa de algumas situações em pista – repreensões – em vez de fazer uso das penalizações e baixar os pilotos na ordem da grelha. Até 2021, os pilotos conseguiam “escapar” com duas repreensões, antes de serem penalizados e perderem posições na grelha para a corrida. Em 2022, o código desportivo foi alterado para que os comissários possam usar mais vezes as repreensões – até 5 vezes – aos pilotos antes de os penalizar. Não é uma benesse aos pilotos, mas uma forma de os proteger face ao aumento de corridas.
Este ano a Fórmula 1 tem agendadas 23 corridas durante o ano, o maior calendário da história da disciplina. Em comparação com o ano passado, apenas acresce uma corrida, mas o ponto do regulamento desportivo que permitia aos comissários advertir os pilotos antes de os penalizar, transitava de uma altura em que se realizavam 17 corridas por ano. Ou seja, a exigência aos pilotos não era a mesma. Como tal, o parágrafo do regulamento foi alterado tendo em conta o maior número de provas, reduzindo o risco dos pilotos ficarem subitamente em desvantagem no final da temporada.
Apesar dos pilotos terem agora alguma margem em relação a alguns “descuidos”, não houve alterações em relação aos pontos de penalização. Recordamos que Max Verstappen e Sergio Perez são dois dos pilotos com mais pontos acumulados com sete pontos de penalização – pior só Yuki Tsunoda com 8 pontos acumulados – e no caso do campeão de 2021, os primeiros dois pontos expiram apenas em setembro. Até essa altura da época, já Tsunoda “limpou” metade dos pontos que tem neste momento e Perez fica a zero na mesma altura em que o seu companheiro se livra dos dois primeiros pontos.












