Há muitas formas de olhar para esta que foi a temporada mais ‘estranha’ da Fórmula 1 em muito tempo. Mas, apesar de tudo, tivemos boas corridas, ‘fomos’ a novos circuitos, incluindo o Autódromo Internacional do Algarve, e ficamos a saber algumas coisas importantes:
1: Lewis Hamilton continua a impressionar e continua a bater recordes. Venceu 11 das 16 corridas. Igualou os sete títulos de pilotos de Michael Schumacher no Grande Prémio da Turquia, numa pista húmida e onde vários pilotos tiveram dificuldades. Bateu o recorde de vitórias na fórmula 1, colocando a fasquia numa altura que parece inultrapassável. Mas, também já parecia no tempo dos recordes do Schumacher. O piloto, é como um bom vinho, envelhece bem.
2: Carlos Sainz e Daniel Ricciardo foram anunciados na Ferrari e na McLaren para 2021, mesmo antes da Fórmula 1 arrancar em 2020.
Se Daniel Ricciardo parece bem encaminhado, com a equipa de Woking a ser terceira nos construtores em 2020, Sainz não vai ter tarefa fácil na Ferrari tendo em conta como estão as coisas para os lados de Maranello. Depois da segunda posição em 2019, a equipa italiana teve um ano para esquecer, terminando na sexta posição. Com os regulamentos ‘congelados’, tomar decisões cedo pode não compensar.
3: Pierre Gasly e Alex Albon. Dois nomes que não resistiram ao lado de Max Verstappen. Depois de ‘afastar’ Daniel Ricciardo, indiretamente, da Red Bull Racing, o holandês continua a ser uma ‘máquina trituradora’ de colegas de equipa. Resta perceber agora como se sairá Sergio Pérez. O mexicano tem um grande vantagem. Já não tem muito a provar na Fórmula 1 e tudo o que vier aí é ganho. Quanto a Gasly, já mostrou que pode fazer carreira no desporto. Albon até parecia melhor piloto ao princípio, agora vamos ver se tem ‘forças’ para regressar e mostrar o que verdadeiramente vale. Ou será que já mostrou?
4: Depois da Mercedes e de Lewis Hamilton rapidamente conquistarem os respetivos títulos, o segundo pelotão deu muito que falar. Logo no início tivemos a saga Racing Point, com a equipa a acabar penalizada. Que jeito lhe davam agora os 15 pontos que perdeu logo no início do campeonato, pois com eles teria ficado à frente da McLaren. A Renault subiu de rendimento e mostrou-se noutros circuitos para além daqueles onde maior carga aerodinâmica é necessário. Já a McLaren não tinha o melhor carro das três, mas a consistência dos seus pilotos impressionou. A diferença de 21 pontos é prova disso. Para o ano com motor Mercedes, se a transição correr bem e ‘acertarem’ no carro (a integração do novo motor num chassis é sempre uma incógnita), talvez a McLaren aproveite Ricciardo para se colocar, definitivamente, de novo às equipas da frente. A Fórmula 1 bem precisa!
5: A Fórmula 1 regressou a Portugal 24 anos depois. Estreando-se no Autódromo Internacional do Algarve foi possível perceber que temos pista para boas corridas. Numa votação de adeptos por todo o mundo a corrida portuguesa foi considerada a sexta melhor do ano. E isso nada teve a ver com a qualidade da pista, simplesmente com o contexto. Por exemplo a que foi considerada melhor foi o Grande Prémio da Turquia, pois choveu e foi o caos em pista. Imaginam o Grande Prémio de Portugal com a chuva miudinha da primeira volta em toda a corrida? Para já, ‘somos’ reserva do calendário, por isso, talvez voltemos…










