O GP Emilia-Romagna, que terá como palco a pista de Imola, deverá ser a primeira prova do ano com chuva. A previsão meteorológica para o fim de semana no traçado de Imola aponta para chuva durante os três dias de prova pelo que teremos mais uma variável para a próxima corrida.
Depois de três corridas com piso seco, Imola deverá dar-nos a primeira corrida com piso molhado. Olhando à previsão para o fim de semana esperam-se chuvas de quinta a domingo com as temperaturas a rondar os 18 graus, em média, durante esse período. A probabilidade de chuva ronda os 90% na sexta, 40% do sábado e 60% no domingo. Pode ser o primeiro teste a sério para os pneus de chuva e intermédios da Pirelli, que foram brevemente testados em Barcelona, com uma pista molhada artificialmente, mas que depressa acabou por secar.











Estou curiosa para ver como os carros saltadores se vão portar na chuva. Só espero que não saltem para a gravilha. De qualquer forma, um fim de semana com chuva, é a ocasião certa para surpresas.
As velocidades nas curvas rápidas serão menores à chuva, pelo que é capaz de sentir menos o efeito ‘saltador’ em curva. As velocidades de ponta não deverão ser muito diferentes, pelo que em recta é capaz de sentir, mas como as travagens tb têm de ser mais cedo, é capaz de não ter grande impacto o efeito ‘saltador’. Já a redução de downforce com a redução de velocidade pode levar a mais patinagem artística. Fica por verificar tb o spray, com os difusores maiores e novos pneus. Creio que tb será o primeiro sprint com chuva. Isso leva a que… Ler mais »
A redução de downforce de que falas, por causa da menor velocidade à chuva, é habitualmente em parte compensada com mais asa e com uma afinação mais soft da suspensão, (para melhor tracção). Estou também curioso até que ponto essa afinação soft da suspensão poderá ser utilizada sem causar mais porpoising.
Sem dúvida. Eu não me expliquei bem. A questão é que a percentagem de downforce gerada pelo fundo relativamente às asas este ano é muito maior – e essa não é compensável com regulação. Assim, deverá sentir-se uma diminuição de downforce mais significativa entre seco e chuva, do que em carros de gerações passadas. Vai ser curioso ver.
Sim há mais downforce este ano, mas por ex. o RB de anos anteriores já gerava muito downforce do fundo devido ao high rake. Sinceramente penso que essa perda de downforce do fundo que falaste (que é apenas parcial) pode ser em boa parte compensada com mais asa. Se devido à menor velocidade o fundo não gerar o downforce necessário, as equipas irão tentar buscar boa parte desse downforce às asas tendo apenas que encontrar o ponto de equilíbrio entre downforce e velocidade de ponta. E sim vai ser curioso de ver como vai ser F1 2022 à chuva.
E agora, com o regresso do efeito de solo, vai ser giro ver como eles farão com os correctores, que usavam, e abusavam, em 2021…
Com esta previsão de chuva de 90% na sexta-feira vai ser um desafio fazer a qualificação…
Sem rodeios, a Ferrari tem uma ligeira vantagem: 1) Juntamente com a a McL foram as únicas equipas que usaram os “wet” no testes da Pirelli em Barcelona. Os outros, no máximo os intermédios. A MB desligou-se dos testes para se focar no fim do campeonato/21. 2) A Ferrari foi também a única equipa juntamente com a Alpine a testar os Pirelli de 18 polegadas wet em Le Castellet, onde não compareceu a MB 3) A Ferrari ainda testou sozinha em Jerez de la Frontera com o muletto nas mesmas condições de pista. Ou seja, aqui preparou-se e planeou com… Ler mais »