A Red Bull teve de pagar 7 milhões de dólares de coima por ter violado o limite orçamental de 2021, além de um decréscimo de 10% no tempo disponível no desenvolvimento aerodinâmico do monolugar de 2023, sanção confirmada pela FIA no ano passado. Se o facto de ter menos tempo no túnel de vento este ano não preocupava muito Adrian Newey, já Max Verstappen admitiu que a sanção da FIA poderia prejudicar a equipa nas próximas épocas. Numa recente entrevista, Christian Horner afirmou que a sanção já está a ter impacto no desenvolvimento do carro de 2023.
“Estamos provavelmente a 25% do tempo cumprido da sanção e claro que tem efeito”, disse Horner à publicação Racer. “Está a limitar significativamente o que podemos fazer no nosso túnel de vento em cada trimestre. E penso que a equipa está a ter de se adaptar a isso. Significa que temos de estar um pouco mais concentrados e mais disciplinados naquilo que fazemos através do processo de testes dentro do túnel ou dentro com as nossas ferramentas de simulação. Portanto, é mais um desafio. E é certamente uma desvantagem para este ano, mas temos pessoas muito capazes que procuram obviamente extrair o melhor que podemos e aplicar-nos da forma mais eficiente”.
Apesar de considerar que o princípio do limite orçamental é “ótimo” e tem como objetivo a eficiência, Horner também pensa que o regulamento precisa de ser afinado e dá como exemplo a “discrepância entre as regras financeiras para os chassis e as regras financeiras para as unidades motrizes”, revelando que “do lado dos chassis podem ter festa de Natal, do lado das unidades motrizes, não podem”. Horner explica que “ainda estamos a conceber motores muito caros e carros muito caros, porque os regulamentos técnicos conduzem-nos a isso”, precisando a FIA na sua opinião, de nivelar os regulamentos técnico e financeiro.











