A divergência entre a FIA e a FOM/Liberty Media chegou a um ponto em que os detentores dos direitos comerciais acusaram o Presidente da entidade federativa, Mohammed ben Sulayem de de interferir e prejudicar os interesses comerciais da competição.
Surgiu ainda o relato de um chefe de equipa da F1, fonte anónima da BBC, que disse que Mohammed ben Sulayem tinha de deixar o cargo. Questionado sobre o tema, Christian Horner não quis adiantar muito, salientando que se trata de um problema entre FIA e Liberty Media.
“Não desejo realmente ser arrastado para comentar um assunto que obviamente é entre a FIA e os detentores dos direitos comerciais”, disse Horner. “A FIA é o órgão regulador do desporto, e eles têm um acordo tripartido com as equipas através do Acordo da Concórdia, mas obviamente, os aspectos comerciais e, se quiserem, o casamento é em última análise entre a Liberty e a FIA. Portanto, isso é assunto deles e não nosso”.
Sobre o controlo mais apertado do discurso político da FIA, que proibiu qualquer manifestação desta índole e já recebeu alguns comentários negativos dos pilotos, Horner explicou ser preciso um equilíbrio e sensatez neste tema. “Penso, antes de mais, que o desporto nunca deve ser utilizado como um instrumento político. E penso que o desporto, em muitos aspectos, existe obviamente para entreter, mas também para ser um elemento de escape. Certamente, nós na Red Bull nunca coagir os pilotos sobre a sua liberdade de expressão, nem a liberdade das suas opiniões ou a capacidade de dizer o que pensam, porque eles têm voz. Penso que é uma questão de encontrar um equilíbrio, e no mundo em que vivemos hoje, todos têm voz, e isso não deve ser suprimido. Mas, claro, tem de ser feito de forma responsável. Por isso não queremos um bando de robôs que não têm opinião a correr, mas como em tudo, só tem de haver um equilíbrio sensato”, concluiu Horner.










