Charles Leclerc não escondeu o desalento após terminar num discreto sexto lugar no Grande Prémio de Singapura, a par do oitavo posto de Lewis Hamilton, ambos visivelmente insatisfeitos com o ritmo da Ferrari. “Estamos a sofrer imenso com o carro. Não é fácil”, reconheceu Leclerc depois de mais um domingo difícil para a Scuderia.
O piloto monegasco confessou que não encontra motivos para otimismo num futuro próximo: “Gostava de dizer que estou positivo para o que resta da época, mas não vejo nada no carro que me faça acreditar que vamos dar um passo em frente. Esta é a realidade do nosso momento. Não sei como inverter a situação — não temos novos componentes nem nada previsto. Avançámos no início do ano, mas os outros também e a diferença manteve-se.”
Leclerc destacou até o avanço das rivais: “A Red Bull deu dois passos numa só época. Primeiro e depois em Monza, onde evoluíram bastante. Agora é a Mercedes que deu esse passo, e nós fomos os únicos que não encontraram solução.”
Hamilton lamenta: “O carro não está ao nível dos rivais”
Para Lewis Hamilton, o desânimo foi ainda maior após perder o sétimo lugar por penalização, vítima de problemas de travões: “Sinto a dor por toda a equipa, desde a cozinha ao marketing, aos mecânicos e engenheiros — todos dão tudo, mas o carro não está ao nível das equipas da frente. Eles trouxeram evoluções que não conseguimos igualar. Andamos no limite para ficar o mais perto possível.”
Ambos os pilotos reforçam assim a exigência de respostas rápidas e eficazes, mostrando que o ciclo atual da Ferrari deixa poucas razões para esperança face a rivais cada vez mais evoluídos, rápidos e consistentes.










