Não tem sido uma época fácil para Carlos Sainz e o piloto da Ferrari admitiu que teve de se reinventar para fazer frente aos desafios desta temporada.
Carlos Sainz teve uma primeira época na Ferrari muito positiva. Adaptou-se rapidamente à nova realidade e conseguiu até suplantar Charles Leclerc. Mas este ano o cenário mudou radicalmente e Leclerc foi a grande estrela da Ferrari, com Sainz a ficar atrás. Em declarações à BBC, Carlos Sainz falou das dificuldades que enfrentou:
“Tem sido uma época extremamente desafiante para mim”, diz Sainz. “Encontrei muitos contratempos no início do ano com este novo carro, com os novos regulamentos, que não se adequaram ao meu estilo de condução. Tive de me reinventar de muitas maneiras para tentar encontrar o ritmo. Não desisti. Continuei a tentar mesmo nos momentos difíceis e vê-se agora que compensa no final da temporada em termos de velocidade”.
“Nunca fui 0,2-0,3 seg. mais lento do qualquer companheiro de equipa na F1 e nunca posso aceitar isso. Sinto sempre que sou rápido em qualquer tipo de carro, e pela primeira vez na minha carreira encontrei-me com um carro muito competitivo, mas com o qual não me sentia confortável. Tive de me desafiar a mim próprio e abrir novas vias de afinação e estilo de condução que desejava não ter de abrir, porque desejava que tudo tivesse vindo de forma muito mais natural e positiva. Aconteceu desta forma, mas eu continuei disciplinado. Tentei muitas coisas e cometi muitos erros ao tentar as coisas. Mas foi tudo uma questão de tentativa e erro e depois voltar e descobrir um novo caminho que foi um pequeno passo em frente”.
Quanto às comparações com Leclerc, Sainz mostrou uma boa dose de realismo:
“Sou realista”, diz Sainz, “e sei como Charles é bom nessas condições. Este ano ele tem pilotado a um nível muito próximo do de Max. E para mim ele fez de certa forma uma temporada perfeita, para além dos dois ou três erros típicos, que todos cometem num ano, ou a sorte que talvez lhe tenha faltado tal como a mim. Não estou orgulhoso, porque não estou à frente. O dia em que eu estiver à frente nas estatísticas é o dia em que me vou orgulhar. Até lá, continuarei a trabalhar nisso, continuarei a encontrar tempo de volta em mim próprio. Mas é uma estatística que me deixa orgulhoso do progresso – não desistir, não me deixar acomodar a ficar 0,2 segundos atrás, e sempre a desafiar-me a encontrar novas formas de conduzir carros, o que não é fácil. Quando se vê outros pilotos na grelha, pode-se ver que é difícil dar a volta a uma época, ou dar a volta à sensação com o carro. Não se vê com muita frequência. O facto de ter conseguido fazer isso faz-me feliz











