O mercado de pilotos tem estado ao rubro este ano e têm sido várias as caras novas a aparecer nesta reta final da época, através da Toro Rosso. Tudo isto porque Carlos Sainz, que já era cobiçado há muito tempo pela Renault, conseguiu finalmente mudar de ares largando a Toro Rosso, que este ano não lhe deu o material que desejava para brilhar mais. Sainz já mostrou que tem qualidade para outros voos e talvez por isso a Red Bull apenas emprestou o espanhol à marca fornecedora de motores, tendo a perfeita consciência que Ricciardo pode sair no final do próximo ano e que ‘Carlitos’ é o melhor para preencher a possível vaga. Desta forma, para o espanhol é o melhor de dois mundos. Se a Red Bull precisar dele, muito bem, se não precisar, fica na Renault, que também se está a aproximar da frente…
Mas em 2018 Sainz irá estar ao comandos do Renault e tendo em conta a estreia em Austin, há motivos para os responsáveis da equipa estarem felizes com a decisão. Na prova americana conseguiu um excelente sétimo lugar, compensando de algum modo a desistência prematura de Hulkenberg. Com ‘Hulk’ e Sainz, a Renault tem finalmente uma dupla que pode permitir-lhe chegar-se mais à frente. Recorde-se que Jolyon Palmer tornou-se num problema para a Renault. O britânico apenas fez 8 pontos contra os 34 de Hulkenberg e as evoluções do carro mereciam mais por parte do inglês. Sainz por seu lado fez 54 pontos, mais que os dois pilotos da Renault juntos e era a peça ideal para o ataque final da marca do losango.
A jogada da Renault é simples. A sua máquina apresenta agora níveis de competitividade suficientes para ambicionar o quinto lugar, mas as prestações de Palmer não permitiam que isso se materializasse. Com a entrada de Sainz, a equipa francesa fica com dois pilotos com capacidade para puxar pela máquina no limite e trazer pontos para casa.
A Renault está em 7º, a 5 pontos do sexto que é da Toro Rosso e a meros 20 pontos da Williams, em quinto. A Toro Rosso está enfraquecida com todas estas mudanças no seu line up e a Williams tem apresentado níveis de competitividade ao alcance da Renault. Com Hulkenberg e Sainz, ficam com uma dupla mais capaz do que a dupla da Williams (e provavelmente do que qualquer equipa do meio da tabela) e assim o objetivo do 5º lugar no final da época torna-se possível, ainda que difícil, pois com (em teoria) os seis primeiros lugares ocupados e a Force India ‘em grande’, não sobram muitos pontos que somar…
A Renault já anunciou que não irá evoluir mais o carro, focando atenções exclusivamente em 2018, ano que se quer de sucesso e de luta pelos pódios. Para o resto da época fica um chassis que já demonstrou ser bom em qualificação e que melhorou substancialmente em corrida, permitindo que Sainz e Hulkenberg lutem pelos pontos (desde que a fiabilidade do motor esteja também em bom nível).
Se conseguirem o quinto lugar, para além do prémio monetário que dá sempre jeito, a equipa mostrará um claro passo em frente em relação ao ano passado e conseguirá motivar toda a equipa para o que aí vem em 2018. Ficar com Sainz nesta reta final foi uma sorte para a equipa que beneficiou do divórcio da McLaren com a Honda para poder realizar o seu desejo. Agora é lutar para conseguir um objetivo que no início do ano era pouco menos que utópico mas que é agora bem real.









