Sexta-feira a Fórmula 1 revelou que o campeonato não ia às Américas, cancelando os Grandes Prémios dos E.U.A, Canadá, México e Brasil. Assim, o promotor do Grande Prémio do Brasil contestou as razões para o cancelamento da corrida em Interlagos, dizendo que “não pode aceitar” a decisão.
Ao motorsport.com, Tamas Rohonyi afirmou: “Em primeiro lugar, o cancelamento não nos apanhou de surpresa, mas devo dizer que não podemos aceitar a justificação. A justificação da FOM parece um raciocínio quase inventado para cancelar a corrida.”
“Eles falam da taxa de infeção pelo vírus [COVID-19] no Brasil, o que é um pouco como comparar a Califórnia com a Florida num país como o Brasil, que é de dimensões continentais. Os números para o estado e para a cidade de São Paulo foram submetidos à Comissão Médica da FIA pelo nosso próprio médico oficial, que é, aliás, o seu vice-presidente. Na verdade, se olharmos para os números de São Paulo, mesmo do Brasil, numa base proporcional, em comparação com a Inglaterra, estamos muito melhor”.
Quando abordado para comentar as reivindicações de Rohonyi, um porta-voz da Fórmula 1 referenciou o comunicado de imprensa sobre as alterações ao calendário, que declararam que as corridas das Américas foram canceladas “devido à natureza fluída da pandemia COVID-19 em curso, às restrições locais e à importância de manter as comunidades e os nossos colegas em segurança”.











