Já referimos muitas vezes que um dos maiores problemas da Alpine é a falta de estabilidade da equipa. E 2023 vem confirmar isso mesmo. Em 2021 a equipa iniciou uma nova era, com a entrada de Fernando Alonso, com o nome Alpine a surgir e com uma nova liderança. Dois anos depois, Alonso mudou-se para a Aston Martin (de vez em quando vai lançando bicadas à sua antiga equipa), Pierre Gasly entrou, mas não teve o impacto que uma nova contratação deveria ter e a meio da época temos uma nova reestruturação, com a saída do agora ex-CEO Laurent Rossi, que no início da época chegou a usar o termo “amador” para adjetivar as prestações da equipa. Otmar Szafnauer saiu da equipa, tal como Alan Permane e Pat Fry, nomes importantes que deixam um vazio que deverá ser preenchido em breve (Mattia Binotto é o nome mais falado). No meio de mais uma sessão de entradas e saídas, as prestações em pista são, como sempre foram: inconstantes.
Há alguns momentos bons, muitos momentos maus e neste momento a equipa ocupa o sexto lugar com 57 pontos, quase metade da McLaren. Tem margem de segurança para equipas como a Haas, Williams e Alpha Tauri, mas parece estar demasiado longe das equipas do top 5 para tentar chegar a essas posições. É mais um capítulo da história da equipa francesa, que insiste nos erros do passado e que tarda em mostrar o que já mostrou noutros tempos. Agora temos uma equipa novamente em busca do norte, com um carro pouco competitivo, uma dupla de pilotos com qualidade, mas que não entusiasma. O cenário não é animador em mais uma época em que os objetivos da equipa não deverão ser cumpridos.
Posição – 6º
Vitórias – 0
Pódios – 1
Poles – 0
Pontos – 57











