As esperanças da Aston Martin estavam depositadas em 2022. O começo da nova era trazia ânimo redobrado para a equipa britânica e, apesar da nova fabrica não estar concluída, esperava-se que a Aston apresentasse soluções interessantes que fizessem lembrar os tempos da Force India, em que se fazia muito com pouco. A época começou com a apresentação do carro com uma filosofia diferente de todas as outras equipas e uma nova cara no leme da equipa com Mike Krack a ficar com o lugar deixado vago por Otmar Szafnauer. Logo depois do Shakedown em Silverstone, surgiram rumores que o novo carro não estava bem e que seria necessária uma versão B. Os rumores acabariam por se revelar verdadeiros. A Aston Martin ficou arredada dos pontos nas três primeiras corridas. E até ao GP de Espanha conquistou apenas 6 pontos. Foi em Barcelona que a equipa mostrou uma versão repensada do AMR22, com traços muito semelhantes ao do RB18 da Red Bull. Desde então a equipa melhorou. Na primeira metade da época marcou 18 pontos e na segunda metade fez 37, incomparavelmente melhor do que nas primeiras corridas. A Aston Martin evoluiu bem, mas pagou caro por ter começado mal o ano. A dupla de pilotos funcionou bem e Sebastian Vettel, no seu último ano, destacou-se claramente face a Lance Stroll. A equipa deu passos interessantes e com a conclusão das novas infraestruturas nos próximos meses, esperamos ver a Aston Martin mais competitiva. 2022 começou mal, mas houve sinais de esperança interessantes, apesar da desilusão face ao que se esperava no arranque da época.
Aston Martin – Nota 5 (de 0 a 10)
Ponto Forte – Boa evolução do carro na segunda metade da época
Ponto fraco – Péssimo arranque motivado pela escolha de filosofia errada










