A Alpha Tauri foi, provavelmente, uma das maiores desilusões do ano de 2022. Depois de dois anos com boas prestações, sem referir os pontos altos que foram a vitória em Monza (2020) e o pódio em Baku (2021), a época 2022 prometia mais e melhor. Franz Tost piscava o olho ao top 5 e o passado recente da equipa (sétima em 2020 e sexta em 2021), fazia crer numa trajetória ascendente. O que vimos ficou muito longe disso.
Com seis presenças no top 10 nas primeiras oito corridas, parecia que o AT03 tinha nascido bem e tinha potencial para desenvolver-se. Mas faltou isso mesmo… evolução. A equipa não conseguiu igualar o ritmo das outras equipas na busca de mais performance e as atualizações demoraram muito a chegar. Se na primeira metade do ano pontuaram por seis vezes, conseguindo 27 pontos, na segunda metade apenas pontuaram por quatro vezes, acumulando oito pontos. Um sinal claro de falta de evolução. Não foi a dupla de pilotos que comprometeu, vindo da época passada, em que os resultados foram animadores. Foi a equipa que não encontrou o rumo certo de desenvolvimento e o ritmo ideal de implementação das atualizações. O nono posto, atrás da Haas e da Aston Martin é um golpe no ego da equipa e um retrocesso. A Alpha Tauri começou mal na nova era e tem de recuperar em 2023 para não perder o comboio das equipas de meio da tabela.
Alpha Tauri – Nota 3 (de 0 a 10)
Ponto forte – bom arranque de época
Ponto fraco – ritmo de evolução lento que custou performance à equipa










