O Azerbaijão reúne todas as condições para manter o Grande Prémio de Fórmula 1, assegurou o Presidente da FIA, Mohammed ben Sulayem, apesar de estar envolvido no conflito armado na região de Nagorno Karabakh e ter sido aprovada recentemente uma resolução no Parlamento Europeu que acusa o país de realizar uma “limpeza étnica” contra os residentes arménios daquele território.
Aprovada a resolução por 491 votos a favor e nove contra, a resolução do Parlamento Europeu “considera que a situação atual equivale a uma limpeza étnica e condena veementemente as ameaças e a violência cometidas pelas tropas do Azerbaijão”, com os deputados europeus a apelarem a adoção de sanções por parte dos 27 estados-membros da União Europeia.
Mesmo assim, o responsável máximo da FIA considera que “devemos manter-nos neutros. É o que dizem os nossos estatutos. Não fui eu que criei estas regras, mas devem ser seguidas. Compreendo o que está a acontecer entre o Azerbaijão e a Arménia e espero que termine em breve, mas, ao mesmo tempo, podemos citar pelo menos 20 países que estão atualmente envolvidos em conflitos armados. Afinal, quem sou eu para dizer quem está certo e quem está errado? Quem são vocês para julgar isto?”
Citado pelo Motorsport-total.com, Mohammed ben Sulayem, disse ainda que pessoalmente foi contra o as medidas da FIA à Rússia, que após a invasão militar à Ucrânia ficou sem poder realizar o Grande Prémio em Sochi, além dos pilotos russos deixarem de poder competir sob a bandeira da Federação Russa. “Convocamos uma reunião extraordinária e fizemos o que os participantes queriam. A sua voz teve prioridade. Fui eleito para pôr em prática os desejos dos representantes”, acrescentou o Presidente da entidade federativa.











