O antigo diretor da Mercedes-AMG HPP recusou uma proposta de Maranello para integrar o departamento técnico como Chefe de design de motores.
O processo de restruturação do departamento técnico da Ferrari ainda agora começou e as negas já começam a surgir. Andy Cowell, antigo diretor da Mercedes-AMG High-Performance Powertrains (HPP), terá recusado uma proposta da equipa de Maranello para integrar o departamento técnico como Chefe de design de motores.
Cowell abandonou o seu cargo na Mercedes em julho deste ano, depois de ter tido um papel fulcral no sucesso da equipa, desde a introdução da era híbrida em 2014. Aquando da sua saída, Cowell confirmou que era a altura certa para procurar novos desafios dentro do mundo da engenharia, sem que tivesse confirmado que o seu futuro pudesse ou não passar pela F1.
Facto é que o défice de desempenho da unidade de potência do SF1000 é cada vez mais evidente, e até o presidente da Ferrari surgiu publicamente a admitir que não esperava que a equipa estivesse numa forma vencedora antes de 2022, altura em que o novo regulamento da F1 entrará em vigor.
Neste momento, a Ferrari está na quinta posição do campeonato mundial de construtores, algo que qualquer seguidor do desporto não reconhece e, para quem trabalha no mundo da F1, é uma posição tudo menos apelativa tentar reinventar uma das equipas de maior sucesso da história.
A rejeição de Cowell pode também indicar que terá algo maior em mente e uma ambição maior de triunfar noutro lado. Curiosamente (ou não), a sua saída acontece antes de Lewis Hamilton renovar contrato com a Mercedes. Sem um lugar definido para 2021, e apenas com a certeza que Hamilton quererá igualar, e até mesmo ultrapassar o recorde de Michael Schumacher, fará apenas sentido que se queira rodear também daqueles que fizeram parte do seu sucesso na Mercedes.
Com a Ferrari com os lugares fechados, não é muito provável que Hamilton vá bater a outras portas que lhe ofereçam condições para lutar pelo campeonato mundial, embora possa acontecer, mas por outro lado, Cowell certamente que terá as portas abertas para qualquer uma das fabricantes, restando apenas a Renault e a Honda já que, aparentemente, a Ferrari está fora de questão. Não queremos especular, mas Hamilton e Verstappen como colegas de equipa seria bem bonito de se ver.
Nuno Freitas Faria









Na minha óptica, nenhum engenheiro, mecânico ou piloto recusa uma oferta da Ferrari! O que se terá passado, como já aconteceu no passado, é que essa aceitação implicaria uma mudança de país pois a equipa não tem instalações em Inglaterra.
Infelizmente, neste momento a Ferrari não oferece um ambiente muito respirável para se trabalhar – seja em Itália ou noutro lugar qualquer. Esta recusa não me surpreende. Ninguém quer receber um tratamento abaixo de cão por não cumprir as metas irrealistas impostas pela administração da Ferrari.
A questão geográfica é apenas uma opinião minha; não sabemos também que cargo terá sido oferecido ao eng. Andy Cowell. Mas não acredito que, se houvesse um departamento GTO em Inglaterra (lembras-te do eng. John Barnard?), ele recusasse… Agora, ter uma situação financeira muito confortável (to say the least), mudar-se de armas e bagagens para Itália, deixar possivelmente família e amigos… Não será fácil. Assim, apenas podemos especular até ouvirmos mais alguma coisa de concreto. Temos que nos lembrar ainda de outra coisa: por exemplo, fala-se muito da competência de Peter Bonnington em termos de estratégia de corrida. Será ele… Ler mais »
O Max é gajo para dizer que o seu “estratega”, o Gianpiero Lambiase, é melhor.
E é mesmo este tipo de contratações que a Ferrari tem que tentar fazer. Elementos como o Andy Cowell são o “segredo” do sucesso da Mercedes.
Cumprimentos
Concordo. O problema é haver quem queira ir para lá. E as negas já começaram, infelizmente.
100% 👍🏻
Recusou ou tem contrato de confidencialidade que o impede de ir para outra qualquer equipa durante um determinado período?
Sem saber porque motivo recusou não dá para me pôr a opinar.
Recusou? Ok. Porquê? Não se sabe!
Não percebo porque raio a especulação de uma equipa com Hamilton e Max é para aqui impingida.
Bom diagnóstico Sr Dr. . Sabe-se lá o que envolvem as papeladas dos contratos. O resto são novelas.
O Bin8 tem uma tarefa importantíssima e nao se trata dos resultados em pista: apagar a imagem de um team esquizofrénico que “queima” demasiadas vezes os seus componentes por causa dos resultados em falta na pista. Hoje parece que ninguém quer mais vir trabalhar para a Ferrari? Porque será?… — Mas, dito isto, falta conhecer com exactidao essa estória do convite, sendo que provavelmente, e muito, iria substituir o actual projectista da PU, cujo nome é… Wolf Zimmermann, que é coadjuvado pelo thierry Baritaud que dirige o grupo de técnicos que lidam com os turbos e os sistemas híbridos.Isto para… Ler mais »
É tão engraçado o próprio AutoSport criar teorias de conspiração 😅🤣😂, mas a notícia principal, a negativa do Cowell à Ferrari, mostra que FINALMENTE estão a assumir que precisam de ajuda e os adversários têm profissionais gabaritados e que podem tirá-los da fase ridícula que atravessam 👍🏻👏👏👏👍🏻
Isso não foi uma nega à Ferrari… foi uma nega ao Binotto…
Qual é o técnico com o estatuto do Cowell que quer ser liderado por aquela coisa que está a chefiar a Scuderia?… nenhum… é uma causa perdida…
Olha.. o Binotto também tem fans… devem ser “lindos”…