Andy Cowell deverá abandonar a Aston Martin mais tarde este ano, depois de uma mudança interna de funções que coincidiu com a ascensão de Adrian Newey a diretor de equipa. A informação foi avançada pelo portal PlanetF1 e aponta para uma separação marcada por tensões internas.
Cowell liderou a estrutura como diretor-executivo e team principal durante 2025, mas viu o seu papel alterado no final dessa época, quando Newey — acionista minoritário da equipa de Lawrence Stroll — assumiu o comando desportivo. O engenheiro britânico passou então a desempenhar funções de diretor de estratégia, uma mudança interpretada como uma despromoção hierárquica e que terá deteriorado a relação com a direção.
Segundo fontes citadas pelo PlanetF1, Cowell deverá cessar funções em junho de 2026, num contexto descrito como cada vez mais conflituoso. Apesar de ter marcado presença em eventos recentes, como o lançamento da nova unidade motriz da Honda em Tóquio e a apresentação do projeto de 2026 na Arábia Saudita, o afastamento parece inevitável.
Com um passado determinante na criação dos motores híbridos dominantes da Mercedes, desenvolvidos em Brixworth, Cowell foi atraído pelo investimento de Stroll nas infra-estruturas da Aston Martin. Inicialmente nomeado diretor-executivo do grupo e, depois, team principal em substituição de Mike Krack, liderou uma fase de reorganização interna antes da chegada de Newey.
Fontes próximas da equipa indicam que Cowell e Newey nunca estiveram plenamente alinhados em vários aspetos técnicos e na estrutura de liderança, reflexo também das suas especializações distintas — motores, no caso de Cowell, e aerodinâmica e chassis, no de Newey. A Aston Martin justificou oficialmente a mudança com a necessidade de otimizar a transição para motores próprios da Honda, em parceria com Aramco e Valvoline, abandonando o fornecimento da Mercedes a partir de 2026.










