A possível entrada da Audi e da Porsche na F1 começa já a fazer-se sentir nas equipas “residentes”. Se o interesse das marcas alemãs é agora grande e, segundo alguns relatos, não muito longe da materialização, a conclusão bem sucedida da entrada dos dois gigantes germânicos depende do rumo que a discussão sobre as novas unidades motrizes para 2025 irá tomar. Andreas Seidl já deixou o aviso e não quer que novas equipas tenham a vida facilitada.
Com o objectivo de atrair novos fabricantes, têm sido apresentadas sugestões de concessões e indulgências para ajudar as novas equipas na aclimatação ao ambiente competitivo da F1, algo a Seidl que se opõe:
“Do meu ponto de vista, a minha abordagem foi que mesmo como recém-chegado – [da] minha experiência, por exemplo, quando entrei em Le Mans – não quero quaisquer concessões”, disse Seidl. “Quero competir com os concorrentes em pé de igualdade. Acho que é preciso aceitar que quando se entra num desporto pode levar tempo a construir a competitividade desejada. Ao mesmo tempo, não tenho dúvidas também com a linha temporal que está em vigor, quem quer que entre na F1, terá tempo suficiente e suponho que há conhecimento suficiente nesses fabricantes para poderem estar numa posição razoavelmente competitiva a partir do primeiro ano”.
Este discurso já se tem repetido, com outros chefes de equipa a lançarem avisos semelhantes, pelo que a posição das equipas que estão agora na F1 parece clara: quem quiser entrar, terá de se adaptar, sem ajudas.











