As diferenças de potência das unidades motrizes Renault para as restantes são significativas. Ao analisar o desempenho do motor da Alpine, a FIA detetou um défice notório, estimando-o em cerca de 20-33 cv em comparação com rivais como a Mercedes, Ferrari e Honda. A Alpine tentou remediar a situação, mas Bruno Famim, diretor da equipa, não espera grandes mudanças
Famin expressou otimismo quanto ao potencial da equipa para progredir e reduzir a diferença, apesar das restrições regulamentares que impedem melhorias nos motores.
“Estávamos em desvantagem no lado da recuperação de energia e ainda estamos. Estamos a tentar melhorar isso porque agora podemos homologar um novo software por ano”, disse aos media. “É algo em que temos trabalhado para tentar reduzir um pouco a diferença, mas não haverá grandes diferenças em relação ao ano anterior porque a unidade motriz está congelada. Podemos mexer um pouco na MGU-H, mas é só isso.”
Questionado se a equipa poderia compensar isso de outras formas, Famim foi realista:
“Não se pode compensar, porque se conseguirmos poupar peso, vamos trabalhar um pouco mais na distribuição do peso”, explicou. “Mas se tivermos ‘x’ quilowatts a menos do que o outro, estaremos sempre melhor com ‘x’ quilowatts a mais. É o que é, mas no final da história, não há necessidade de nos concentrarmos nisso. O que precisamos de fazer é ter um carro competitivo como um todo, gestão do chassis e dos pneus de estrada, unidade motriz, recuperação de energia e por aí fora. Precisamos de melhorar a integração global do carro”.










