Desde que deixou de fornecer a McLaren que a Renault apenas fabrica unidades motrizes F1 para a sua equipa, a Alpine. E os responsáveis consideram ser uma vantagem para a estrutura.
Apesar de não receber o dinheiro do fornecimento e as informações por ter mais unidades motrizes em pista, o que acelera o processo de desenvolvimento, a Alpine não se mostra particularmente preocupada por não ter uma equipa cliente. Matt Harman, diretor técnico da equipa, referiu que a falta de distrações é um aspeto positivo:
“Penso que há uma enorme vantagem, e não há distração”, disse Harman ao RacingNews365.com. “Tendo trabalhado numa equipa de fábrica em que tínhamos de fornecer outras estruturas, há sempre um elemento de distração e compromissos para garantir que o produto seja integrado de forma justa com outros chassis. Connosco, não há nada disso. É ótimo que as nossas conversas sejam todas sobre os princípios de engenharia, sobre como vamos conceber e arquitetar o motor, como ele se encaixa organicamente num automóvel – não temos conversas sobre quaisquer compromissos”.
“As equipas clientes trazem algo, no facto de que vão ter ideias para adaptar o motor e satisfazer as suas necessidades e podemos aprender alguma coisa”, explicou ele. “Por vezes, perde-se alguma dessa informação, e também um pouco de fiabilidade, mas é também o caso de, na minha experiência anterior, os clientes nem sempre trabalharem com o equipamento mais recente. O lado da fiabilidade pode ser benéfico, pode-se aprender muito mais tendo diferentes amostras, mais compreensão, mais dados, mas no final, não precisávamos deles. Conseguimos as melhorias para o motor do próximo ano. É muito importante por vezes ter mais amostras de dados, mas a liberdade de pensamento e a liberdade de explorar o que se quer fazer no carro sem qualquer impedimento é grande”.












