Existem estruturas interessadas em entrar na F1, segundo afirma Marcin Budkowski, CEO da Alpine. Com um passado importante no fornecimento de unidades motrizes, a Alpine não procura ativamente novos clientes para fornecer, mas pode ser muito importante ter mais carros em pista a facilitarem dados sobre a unidade motriz francesa a partir de 2022. Para já, não surtiu nenhum resultado das conversas tidas, mas Budkowski diz que a sua estrutura está aberta a fornecer motores, caso surja a oportunidade.
“Há pessoas interessadas em entrar no desporto. Algumas delas tornaram-se públicas e foram cobertas pela imprensa ao longo dos últimos anos. Algumas delas não têm procurado publicidade ou conhecimento público. Há muitas pessoas interessadas na Fórmula 1, porque é um grande desporto e esperemos que se torne um negócio sustentável e talvez lucrativo com o limite orçamental e um prémio melhorado. Por isso, há muito interesse. Temos conversado com potenciais participantes. De momento, não deu realmente frutos em termos de um novo participante. Obviamente, não é assim tão fácil. A FIA precisa de abrir um concurso e depois tem de ser um processo a decorrer. Se houvesse um bom projeto a ser montado com alguém com financiamento e uma boa e inteligente abordagem à construção de uma nova equipa, então estamos abertos à discussão e consideramos apoiar essa operação com um motor ou uma unidade motriz. Não é fácil começar uma equipa de Fórmula 1 a partir do zero. Também não é fácil competir na F1 com uma equipa existente, mas começar do zero é um esforço maciço”.
Com a entrada do regulamento em 2022, que tantas alterações irá trazer, existe o receio na Alpine, que outras estruturas trabalhem mais próximas para perceberem mais rapidamente onde estão os ganhos e onde podem melhorar as suas unidades motrizes. O responsável pela Alpine, espera que a FIA tenha controlo sobre a situação, para que seja igual para todos.
“Indo claramente até 2022 com uma mudança maciça de regulamentos, grande aumento no desenvolvimento, muito desempenho a ser ganho neste conjunto de regulamentos muito verdes, o benefício que se pode obter da colaboração – quer seja legal ou menos – é maciço. E se há um ano em que este tipo de colaborações pode dar frutos é este ano, para 2022. Portanto, se há um ano em que esperamos que a FIA esteja realmente em todo o lado, é este ano”.










