Parece o canto do cisne para Antonio Giovinazzi na Alfa Romeo. O italiano tem mostrado uma insatisfação cada vez maior e alguns dos seus comportamentos em pista denotam uma postura diferente do que estávamos habituados até agora. No último GP Giovinazzi usou da ironia para criticar a estratégia da equipa, que já falou com o piloto para tentar um ambiente minimamente bom para as últimas provas do ano.
Xevi Pujolar, chefe de engenharia de pista da Alfa Romeo trouxe alguma luz sobre o tema:
“Tivemos uma boa conversa com António após a corrida. Ele levantou algumas questões muito boas, claro que sabe que não esperávamos que a sua corrida se desenrolasse desta forma e certamente não queríamos comprometer a sua corrida “, disse ele. “Esperávamos que ele saísse das boxes atrás de dois carros rápidos e, na altura, não tínhamos motivos para acreditar no contrário. Compreendemos que ele está desapontado – nós também estamos: ele merecia um bom resultado após a performance que tinha feito. Aprendemos com esta corrida e continuamos a lutar juntos, como uma equipa. Mostrámos nas últimas corridas que temos o ritmo para marcar pontos regularmente e pretendemos continuar a fazê-lo – tanto com Kimi como com António. Ainda faltam quatro corridas e se continuarmos a pontuar como fizemos recentemente, podemos ter um bom final do ano”.
“Não tínhamos qualquer incentivo para parar nas boxes, pois estávamos a controlar a diferença para Vettel, mas depois Antonio começou a baixar o ritmo em relação aos concorrentes à frente e atrás e relatou estar com dificuldades com os pneus traseiros”, disse Pujolar. “Estávamos a olhar para o tráfego atrás dele e vimos Bottas e Ricciardo, que tinham parado mais cedo e estavam a gerir os pneus. O que queríamos evitar era que Antonio perdesse mais tempo e Kimi ficasse preso num comboio atrás de Antonio, pois isso teria afectado negativamente ambos, pelo que decidimos fazer troca de pneus, pensando que o Vettel também o faria para evitar o undercut. Como os nossos tempos de volta não estavam a melhorar, não esperávamos conseguir o espaço de que precisávamos, esperávamos que Antonio saísse atrás de Bottas e que fosse com ele e Ricciardo à medida que eles iam ganhando velocidade. Julgámos mal o seu ritmo, pensamos que seriam muito mais rápidos, num Mercedes e num McLaren, mas acabaram por ser mais lentos do que nós. Isto, infelizmente, comprometeu a corrida do António. Não esperávamos que isso acontecesse, ele acabou por ficar preso atrás desta batalha e perder muito tempo. Não sabemos se Bottas ou Ricciardo sofreram danos, mas mesmo que tenham sofrido, ficámos surpreendidos com a lentidão do seu ritmo”.
A atitude do italiano mostra que pode estar no fim da linha na Alfa Romeo e que nomes como Guanyu Zhou ou Oscar Piastri sejam candidatos mais fortes a serem colegas de equipa de Valtteri Bottas em 2022.











