Silverstone foi palco de uma grande corrida, com boas luta, drama e acção. Foi mais uma prova de que a F1 não está a morrer… longe disso.
É verdade que as primeiras corridas do ano não tiveram o tempero das de 2018. A primeira metade da época passada foi recheada de grande corridas e a colheita desse ano pode ser considerada de grande qualidade. 2019 começou de forma mais morna, com o ponto mais baixo a ser o GP de França. Mas na Áustria e na Grã-Bretanha voltamos a ver o que gostamos numa corrida de F1.
É também verdade que a luta pelo título parece estar cada vez mais definida com Hamilton e a Mercedes com uma margem cada vez mais confortável. Sim, queremos ver uma luta pelo título até ao fim. Mas não podemos transformar a F1 no pior espectáculo do mundo se não houver uma luta renhida pelo título. Cada corrida tem a sua história, que merece ser contada. A estratégia, as dificuldades em pista, as ultrapassagens, poucas ou muitas… quem quiser ver a F1 de forma positiva e construtiva terá muitos motivos de interesse.
Queremos mais e melhor e a F1 deve querer mais e melhor também. Queremos mais lutas como as que vimos em Silverstone e na Áustria. A F1 é um desporto de top e os fãs devem ser exigentes com o espectáculo. Mas devemos evitar também “enterrar” a competição a cada corrida mais aborrecida que vemos. Temos os carros mais rápidos de sempre, duas gerações de pilotos em pista com um talento absolutamente fantástico e temos um desporto que apesar de todas as crises, uma reais outras imaginárias, continua a atrair milhões de fãs. Não precisamos de ver o copo meio vazio. Devemos ver o copo meio cheio, procurando soluções para encher a outra metade que falta. A F1 ainda não está como todos gostariam… mas raramente está tão mal quanto dizem. Ainda poderemos ver grandes corridas este ano.









