Trabalhar na equipa de Fórmula 1 da Ferrari é sempre descrito como sendo um sonho tornado realidade – para quem se torna piloto, engenheiro ou até chefe de equipa – e como é um orgulho por representar uma ‘casa’ mítica. No caso de Adrian Newey, este diz ter-se sentido tentado a trabalhar na Scuderia por duas ocasiões, ambas nos anos 90, acabando por manter-se em equipas com fábricas no Reino Unido.
Com anteriores passagens pela Williams e McLaren, por exemplo, Newey tem andado de mão dada com o sucesso da Red Bull na competição. É um ativo de enorme valor para a estrutura de Milton Keynes e já por algumas vezes tem levantado a hipótese de deixar a Fórmula 1 e dedicar-se a outros projetos, apesar de manter a aura de génio com os carros recentemente desenvolvidos e que têm valido à equipa o regresso aos títulos.
“Era muito tentador ir trabalhar para a Ferrari”, disse Newey ao canal italiano da Sky. “É claro que se trata de uma marca lendária. Provavelmente a altura em que foi mais tentador foi por volta de 1993. Também, na verdade, em 1997, quando me mudei da Williams para a McLaren, foi uma escolha muito difícil”.
O engenheiro britânico só não terá tido uma carreira na Ferrari porque, segundo a sua explicação, teria que se mudar do Reino Unido para Itália numa altura em que os seus filhos eram pequenos e pudessem não se habituar a uma nova realidade. Newey deu ainda conta de não querer sair da Red Bull, uma vez que “mudar de equipa é sempre uma enorme carga de trabalho, reorganização e adaptar as práticas de trabalho, etc. Sinceramente, se eu fosse talvez 20 anos mais novo…”, disse.









