De 2022 para 2023, os regulamentos técnicos da F1 foram alterados para diminuir o fenómeno do porpoising que afetou alguns carros, o que colocava em causa a segurança dos pilotos. A Red Bull quis protestar essa mudança, mas Adrian Newey aconselhou a que isso não fosse feito, pois havia ganhos a retirar dessa mudança.
A beleza da competição, automóvel, especialmente na F1, é encontrar soluções que permitam cumprir o regulamento técnico, ao mesmo tempo que se ganha vantagem competitiva face à concorrência. A Red Bull fez isso com mestria em 2023.
Para reduzir o efeito, a FIA alterou os regulamentos técnicos, subindo o fundo dos carros em 15 mm e o difusor em 10 mm, para tentar minimizar o efeito que provocava oscilações violentas nos carro. A Red Bull, que teve um 2022 muito forte, pensou em protestar essa mudanças, mas Adrian Newey viu uma janela de oportunidade a abrir-se:
“O mais interessante é que, quando a mudança foi anunciada no ano passado, estávamos a discuti-la internamente. Alguns dos nossos rapazes diziam, ‘não, temos mesmo de lutar contra isto’.” Embora outras equipas possam ter ficado menos satisfeitas com a súbita alteração das regras, a Red Bull decidiu não se envolver na luta com a FIA. Mas eu pensei que, no ano passado, nas curvas de alta velocidade, estávamos provavelmente atrás da Ferrari. O nosso carro estava a ter problemas nas curvas de alta velocidade e a mudança nos regulamentos poderia ser-nos favorável, pelo que não insistimos muito nela. No final, parece que nos serviu”, concluiu Newey.
Serviu e de que maneira, com a Red Bull a vencer todas, menos uma corrida, numa época para a história. Mais uma vez, génio de Newey a dar títulos.












