Os carros deste ano estão mais escuros, muito porque as equipas estão a poupar muito na tinta e a mostrar mais fibra de carbono do que o habitual. E isso pode ser uma tendência que veio para ficar.
Inicialmente, a falta de pintura nos carros era motivada pela necessidade de reduzir o peso dos carros. Como na F1 todos os pormenores contam, o peso que se podia poupar com a tinta dos carros foi avaliado e muitas equipas optaram por cortar na cor, expondo mais fibra de carbono para conseguir chegar ao peso mínimo regulamentar. A Mercedes foi mais longe e regressou à cor preta, com muito do carro a não ser pintado para poder reduzir o peso do carro. Mas não se trata apenas do peso. É também uma questão económica.
“Há também uma consideração de custos, com as peças utilizadas por corrida a terem normalmente de ser repintadas na fábrica após a sua utilização. Estamos provavelmente a entrar nos números pequenos”, disse Mike Elliott, diretor técnico da Mercedes. “Penso que quando se olha para o peso destes carros em termos de pintura, não é enorme. Cada bocadinho conta e se aí se pode fazer uma pequena vantagem, então temos de o aproveitar. Quanto ao seu aspeto e à forma como se desenvolvem após terem sido limpos, pode ser realmente difícil lidar com o carbono puro do que o pintado, mas veremos”.
Assim, deixou de ser uma questão puramente técnica para ser uma questão financeira. E se nada for feito, a tendência pode acentuar-se.









