A Red Bull esteve muito perto da época perfeita, mas o que conquistou é suficiente para esquecer que a equipa “falhou” uma vitória.
Com 21 vitórias em 22 corridas, 14 poles, 30 pódios e 1149 voltas na liderança, a Red Bull esteve sempre acima da concorrência e ninguém sentiu as penalizações aplicadas por terem ultrapassado o limite orçamental de 2021, tal foi o domínio da equipa.
Max Verstappen dominou a F1 por completo, muito graças à sua equipa, a Red Bull, que conseguiu fazer uma época quase perfeita. A Red Bull conseguiu o maior número de vitórias numa época, maior número de pontos numa época (860), maior número de voltas na liderança numa época, e ultrapassou as 100 vitórias na F1. Um ano memorável para a equipa austríaca, mas que em muito se deveu à prestação imaculada de Verstappen. Já Sergio Pérez não conseguiu igualar o nível do colega de equipa. Nunca será o piloto com mais velocidade pura, mas é sem dúvida um dos melhores na forma como aborda a corrida. Mas não conseguiu encontrar o melhor compromisso nas qualificações e não poucas vezes acabou por ter de fazer corridas de recuperação. Pérez não é um predestinado, mas é um bom piloto e tinha capacidade para fazer mais. Ficou demasiado longe do seu colega, foi demasiado inconsistente e, com isso, acabou por ser alvo de rumores, com o seu lugar a estar ainda pouco seguro. No papel, a época de Pérez não foi má. Na prática, terá sido uma das mais duras da sua carreira.
Mas os problemas de Pérez não impediram a Red Bull de fazer a melhor época de sempre. E tudo isto graças a uma estrutura que continua a dar provas da sua força e qualidade. São já muitos os desafios que a Red Bull enfrentou, mas sempre mostrou força e resiliência, mesmo nos tempos em que a Mercedes dominava. Esse trabalho acabou por permitir o regresso ao topo da estrutura austríaca e voltar a ser a força dominante na F1. A Red Bull é a prova que a estabilidade e um rumo bem definido são fulcrais para ter sucesso neste desporto.
Nota AS
Red Bull – Nota 10












