A notícia sobre Andrea Kimi Antonelli é o exemplo mais recente de que, embora os pilotos de Fórmula 1 tenham reflexos de sobre-humanos em pista, o “mundo real” e as leis de trânsito nem sempre perdoam. O jovem italiano, que se estreia na Mercedes em 2025, perdeu o controlo de um Mercedes-AMG GT 63 PRO (uma edição limitada de 612 cavalos) em Serravalle e ficará um mês sem carta em solo italiano.
Fora das pistas, por vezes acontecem situações mais complicadas. Longe de nós condená-los, quem nunca prevaricou, que atire a primeira pedra, mas com o sangue na guelra, por vezes o maior desafio para estes pilotos de Fórmula 1 não é curvar a 5G, mas sim manter o ponteiro abaixo dos 120 km/h.
E na verdade, Kimi Antonelli está em boa companhia. A história da F1 está repleta de “pesos pesados” que foram apanhados em excesso de velocidade ou em manobras… criativas.
Os “Speeders” (Excesso de Velocidade)
Para quem está habituado a 330 km/h, os limites das autoestradas podem parecer uma sugestão.
Lewis Hamilton (2007): No seu ano de estreia, Hamilton foi apanhado a 196 km/h numa autoestrada em França ao volante de um Mercedes. A polícia francesa confiscou o carro, aplicou uma multa de 600€ e baniu-o de conduzir em França por um mês.
Jenson Button (2000): Antes mesmo de ser campeão, quase uma década depois, Button foi parado a 230 km/h num BMW 330d em França. O detalhe curioso? Na altura, ele tinha apenas 20 anos e, por lei local, os condutores com a sua idade estavam restritos a veículos a diesel. Ele estava no limite… do motor e da lei.
Max Verstappen (2023): Mais recentemente, o neerlandês foi filmado pelo seu próprio passageiro a conduzir um Aston Martin Valkyrie a 124 km/h num túnel perto de Nice, onde o limite era 90 km/h. O vídeo tornou-se viral e as autoridades francesas abriram uma investigação por condução perigosa.
De volta à escola
Nelson Piquet (2007): O tricampeão brasileiro teve a sua carta de condução suspensa no Brasil após acumular demasiadas infrações por excesso de velocidade e estacionamento indevido. O mais irónico? O “velho mestre” teve de frequentar um curso de reciclagem de 30 horas e refazer o exame de condução ao lado de condutores comuns. Piquet comentou com o seu habitual sarcasmo: “Temos de pagar pelos nossos erros”.
Histórias de “Táxi” e ironias
Michael Schumacher (2007): Esta é uma das histórias mais lendárias. Schumacher, com pressa para apanhar um voo na Alemanha, convenceu o taxista a trocar de lugar com ele. O taxista relatou que Schumacher conduziu “a fundo” e fez ultrapassagens incríveis num Opel Vivaro. Schumi deu uma gorjeta de 100€, mas a polícia alemã não achou piada e abriu um inquérito por violação das leis de transporte de passageiros.
Ayrton Senna: Existe uma anedota famosa (confirmada pelo seu ex-fisioterapeuta Josef Leberer) de que Senna foi parado em Inglaterra por excesso de velocidade. O polícia, sem o reconhecer inicialmente, perguntou: “Quem é que o senhor pensa que é? O Nigel Mansell?”. Senna terá respondido apenas com um sorriso…
O Custo da Exclusividade
Adrian Sutil (2020): O ex-piloto da Force India destruiu o seu McLaren Senna LM (um dos apenas 20 fabricados no mundo) num acidente contra um poste de iluminação no Mónaco. O carro, avaliado em mais de 1 milhão de euros, ficou com a frente completamente desfeita.
Há mais, muito mais, mas estes são apenas alguns exemplos…










