Ontem foi o momento perfeito para os adeptos das teorias da conspiração, que ao mesmo tempo são adeptos da Fórmula 1, terem um dia em cheio. Lewis Hamilton viu o motor do seu Mercedes W07 rebentar quando liderava a corrida com quase vinte segundos de avanço, e logo num Grande Prémio em que Nico Rosberg foi ‘atirado’ para os lugares do fundo da tabela por um descuidado Sebastian Vettel.
No final da corrida e levados pelo balanço das primeiras palavras de Hamilton “alguém não quer que eu ganhe”, estava montado o circo que muita gente adora. Logicamente, algumas horas depois, o piloto inglês caiu em si, provavelmente ‘fizeram-no’ cair, e retratou-se passando a dizer que confiava a 100 por cento na equipa, que é a mesma que o ajudou a obter dois títulos mundiais, exatamente com o mesmo adversário na boxe ao lado, Nico Rosberg.
Afinal, onde está a verdade. Se olharmos para as caixas de comentários, é difícil perceber, pois como é referido acima, trata-se da tempestade perfeita. Há quem não acredite em tantas coincidências, há quem jure a pés juntos que a Mercedes sempre fez tudo para o Nico Rosberg ser campeão… desde o início de 2014 e só mesmo a classe do inglês não o permitiu. Lê-se de tudo nas redes sociais.
Admito que entre os cerca de 1.000 funcionários da Mercedes, entre Brackley e Brixworth haja quem prefira um piloto ou outro, mas daí a que alguém pudesse fazer alguma coisa com esse ‘sentimento’ vai uma distância enorme. Há uma possibilidade ínfima disso poder ter acontecido, agora que é uma enorme coincidência acontecer bem mais vezes a Hamilton do que aos restantes sete pilotos que andam com motores Mercedes, é verdade. Convém não esquecer também que só há mais um piloto, que é Nico Rosberg que utiliza os motores da Mercedes nos limites das suas capacidades, incluindo o botão mágico que dá mais 50 segundos de potência extra quando ela é necessária. Os restantes motores Mercedes, dos Williams, Force India e Manor estão muito longe de ser os mesmos da equipa oficial. Em teoria são, mas na prática, alguém acredita nisso? Portanto, é natural que os motores ‘oficiais’ rebentem com maior facilidade, pois nenhuns outros são levados tanto aos seus limites…
Na verdade, porque a Mercedes daria privilégios a um piloto, quando sempre disse que eles são completamente iguais aos olhos da equipa? Para se ‘queimar’ violentamente? Entregar uma vitória de mão beijada à Red Bull? É lógico que depois de dois anos de triunfos de Hamilton, dois campeonatos, se Nico Rosberg for este ano campeão, isso não é mau para a Mercedes. Pelo contrário. Tendo em conta o que se se viu em anos anteriores, talvez o carro deste ano seja mais adequado a Rosberg, e por isso as suas prestações são, como nunca foram, mais equilibradas com as de Hamilton.
Foi mau para o campeonato isto ter acontecido, mas se bem conhecemos Hamilton, vai lutar ainda mais. E por outro lado, não convém esquecer que o carro de Rosberg também não está isento de problemas este ano, lembrem-se da falha mecânica na decisão de 2014. Estas coisas acontecem. Provavelmente isto que sucedeu em Sepang é o peso que vai inclinar definitivamente a balança para o lado de Rosberg, mas, alguém garante que vai ser mesmo assim?










