Tem havido uma tendência de monolugares com muito ‘carbono exposto’ nos novos Fórmula 1, o que significa muito ‘preto’ nas decorações e existe explicação para isso: redução de peso. ‘Carbono exposto’, que é preto, significa menos umas gramas de tinta que é poupada, o que significa menos peso, que pode ser usado noutros lados onde é mais preciso para… o desempenho.
Com a nova regulamentação técnica da F1, o peso mínimo dos carros foi aumentado, mas ainda é crucial para o desempenho. Eliminar tinta desnecessária pode ajudar a equipa a ficar abaixo ou no limite e com isso ter um carro mais rápido.
Tendo em conta que os monolugares estão a ter cada vez mais cor preta exposta, pode haver intervenção da FIA através do regulamento, se for concluído que as equipas de F1 estão a levar longe demais as táticas de poupança de peso, em detrimento da identidade. Provavelmente as regras vão mudar a curto prazo, ou mesmo para 2026.
O que sucede agora começou a ver-se em 2022 com a mudança de era na F1, e agora tornou-se mais uma tendência.
Até os fabricantes de equipamento de competição, botas incluídas são pressionados para reduzir o peso, tendo que homologar constantemente novo material que tem de passar nos testes da FIA antes de poder ser utilizado.
O cada vez maior ‘carbono exposto’ significa esforço das equipas para se aproximarem do limite de peso. Estima-se que uma pintura num monolugar de F1 acrescente cerca de 6 kg ao carro.
Portanto, retirar 1 ou 2 Kg pode fazer uma enorme diferença. Também é verdade que a pintura preta é a mais leve, pois exige menos tinta e camadas. E também é mais sustentável, pois exige menos recursos para ser produzida. A Mercedes é um bom exemplo, pois poupou peso através deste método
Sabe-se que em 2026, a F1 introduzirá novos regulamentos, espera-se que os carros fiquem bem mais leves (entre 40 a 50 Kg) devido à menor complexidade das unidades motrizes, pelo que esta questão do peso da tinta pode ser pensado, ao passar a ser proibido ‘carbono exposto’ acima de determinada percentagem do carro. Por outro lado, há uma área inexplorada: fibra de carbono colorida. É verdade, a fibra de carbono pode ser colorida sem a utilização de tinta. Existem várias técnicas para isso, cada uma com suas vantagens e desvantagens.
Por exemplo, pigmentação na matriz, que é um processo relativamente simples, mas que por outro lado pode afetar as propriedades da fibra de carbono, como resistência e rigidez.
Outra é tecido pré-impregnado colorido, que tem propriedades da fibra de carbono preservadas, permite a criação de designs complexos mas é um processo mais complexo e caro.
A anodização também não afeta as propriedades da fibra de carbono mas é também um processo mais complexo e caro e por aí fora, pois ainda há a coloração eletrolítica e a impressão 3D, que é um
processo caro e com tempo de produção longo. Portanto esta pode ser outra via a explorar pelas equipas.









