Balanço da Fórmula 1: Metade da época em números
Os números dizem (quase) tudo e por isso nesta longa análise do que foi esta primeira metade de 2019, era inevitável deitar mão à estatística para justificar algumas das coisas que sucederam durante as primeiras 12 provas da temporada de 2019.
Olhando para o calendário, lá estão 21 corridas para o ano de 2019 e apesar de algumas jornadas consecutivas, não voltámos a ter jornadas triplas e foram encaixadas 12 corridas nos primeiros sete meses de 2019, deixando para a segunda metade do ano 9 provas que vão ser cumpridas em quatro meses.
Nas páginas seguintes analisamos prova a prova o que foi o campeonato de 2019 até ao momento, mas primeiro convirá olhar para os números. E apesar de serem tantos os números, a verdade é que todos eles sublinham o domínio da Mercedes neste campeonato, particularmente com Lewis Hamilton a dar um recital de pilotagem, a provar que não há campeões sem sorte e a deixar claro que será ele o primeiro a poder reclamar os recordes ainda na posse de Michael Schumacher. E o sexto título está mais que alinhavado!
HAMILTON COM ANO QUASE PERFEITO
O piloto cinco vezes campeão do mundo nunca tinha conseguido chegar à pausa estival com tantas vitórias no bornal. Lewis Hamilton venceu oito provas em 2019: Bahrain, China, Espanha, Mónaco, Canadá, França, Grã Bretanha e Hungria. Uma limpeza que deixou duas corridas para Valtteri Bottas (Austrália e Azerbaijão) e duas para Max Verstappen (Áustria e Alemanha). Contas feitas ao campeonato, Lewis Hamilton tem 250 pontos, um avanço de 62 pontos face a Valtteri Bottas e 69 pontos sobre Max Verstappen. Já Sebastien Vettel está 94 pontos atrás de Hamilton.
Como se percebe, apenas Mercedes e Red Bull venceram corridas em 2019. Ou seja, a Mercedes ganhou dez corridas e a equipa de Milton Keynes levou para casa duas vitórias. E no campeonato de construtores a Mercedes tem um domínio ainda mais avassalador: 438 pontos contra os 288 pontos amealhados pela Ferrari, ou seja, 150 pontos de diferença. Mais atrás está a Red Bull, que apesar dos sucessos de Max Verstappen, não tem tido a colaboração de Pierre Gasly. Contas feitas, são 244 pontos amealhados pela Red Bull, menos 194 pontos que a Mercedes.
Olhando para o campeonato de pilotos, a matemática não é uma batata: Sergio Pérez, Romain Grosjean, Robert Kubica, Antonio Giovinazzi e Georges Russell, matematicamente, já não podem aspirar a ser campeões em 2019. Nos construtores, a luta pelo título está reservada, matematicamente, à Mercedes, Ferrari e Red Bull, McLaren e Toro Rosso. De fora já estão Renault, Alfa Romeo, Racing Point, Haas e Williams.
VERSTAPPEN JÁ CONSEGUIU CONQUISTAR UMA POLE POSITION
Os treinos cronometrados têm sido bem mais animados que as corridas. Pelo menos há cinco pilotos que já conquistaram o pneu Pirelli que celebra a conquista da pole position. Isso não quer dizer que a Mercedes não domine, pois a equipa de Toto Wolff conquistou oito das doze pole positions desta temporada.
Lewis Hamilton e Valtteri Bottas conquistaram quatro cada um (Hamilton foi o mais rápido na Austrália, Mónaco, França e Alemanha, Bottas levou a melhor na China, Azerbaijão, Espanha e Grã-Bretanha). A Ferrari conseguiu ficar com o tempo mais rápido da qualificação por três vezes (Charles Leclerc foi primeiro no Bahrein e na Áustria, Sebastian Vettel foi o melhor no Canadá) e a Red Bull reclamou a pole position uma única vez (Hungria). E aqui tenho de abrir um parênteses para dizer que Max Verstappen quebrou o enguiço e conseguiu conquistar uma pole postion, deixando o recorde negativo de vitórias sem pole position nos sete sucessos.
Além disso, foi o 100º piloto a conquistar uma pole position, numa lista liderada por Lewis Hamilton, que já saiu 87 vezes da primeira posição da grelha de partida, num rácio de 36,10% de pole positions conquistadas em 241 provas disputadas.
RED BULL É QUEM CONQUISTOU MAIS PONTOS DE BÓNUS
Uma das novidades para 2019 é a recompensa da volta mais rápida da corrida com um ponto de bónus. Nesse exercício, a Red Bull leva a melhor com Max Verstappen a conquistar esse ponto em três ocasiões (Áustria, Alemanha e Hungria) e Pierre Gasly por duas vezes (China e Mónaco). A Ferrari já conseguiu esse desiderato por três vezes, com Charles Leclerc (Bahrain e Azerbaijão) a contabilizar duas e Sebastian Vettel uma (França).
Restam as quatro da Mercedes, duas para Hamilton (Espanha e Grã-Bretanha) e duas para Bottas (Austrália e Canadá).
Contas feitas, a Red Bull tem cinco voltas mais rápidas, a Mercedes tem quatro e a Ferrari conquistou três. Só seis pilotos recolheram os pontos de bónus.
MERCEDES DOMINA NOS PÓDIOS
Das 36 posições de pódio disponíveis nas 12 corridas já disputadas, a Mercedes foi a melhor, reclamando 19 pódios. Lewis Hamilton lidera com 10 pódios, oito deles no lugar mais alto, dois no segundo lugar (Austrália e Azerbaijão) e apenas por duas vezes ficou fora do pódio (5º lugar na Áustria e sortudo 9º lugar na Alemanha). Valtteri Bottas foi o segundo que mais pódios contabilizou, com nove nas 12 corridas disputadas. O finlandês esteve no lugar mais alto do pódio por duas vezes (Austrália e Azerbaijão), no segundo lugar por cinco ocasiões (Bahrain, China, Espanha, França e Grã-Bretanha) e duas vezes em terceiro (Mónaco e Áustria).
Ficou fora do pódio em três ocasiões: Canadá (5º), Alemanha (abandonou) e Hungria (8º). Atrás dos pilotos da Mercedes fica Sebastian Vettel com seis pódios: China (3º), Azerbaijão (3º), Mónaco (2º), Canadá (2º), Alemanha (2º) e Hungria (3º). Ficou fora do pódio nas outras seis ocasiões: Austrália (4º), Bahrain (5º), Espanha (4º), França (5º), Áustria (4º) e Grã-Bretanha (16º). Charles Leclerc conquistou cinco pódios: Bahrain (3º), Canadá (3º), França (3º), Áustria (2º) e Grã-Bretanha (3º). Igual número de pódios foram alcançados por Max Verstappen, mas este com duas vitórias (Áustria e Alemanha), um segundo lugar (Hungria) e dois terceiros (Austrália e Espanha). Daniil Kvyat foi o sexto piloto a conseguir um pódio, no caso, o terceiro lugar na Alemanha.
DOMÍNIO MERCEDES NAS VOLTAS LIDERADAS E CUMPRIDAS, QUILÓMETROS COMPLETADOS E LIDERADOS
Com 454 voltas lideradas em 2019, a Mercedes comandou 60,9% das voltas disputadas nesta primeira dúzia de provas realizadas. Mas ainda mais impressionante é que Lewis Hamilton esteve no comando em 351 voltas. Mais do que todas as voltas em que estiveram na liderança Charles Leclerc (124), Valtteri Bottas (103) e Max Verstappen (99). O quinto piloto a liderar voltas no Mundial de 2019 foi Sebastian Vettel, com 69. Contas feitas, a Mercedes esteve na liderança 454 das 746 voltas disputadas, seguida da Ferrari (193) e da Red Bull (99).
Naturalmente que a Mercedes também lidera no número de quilómetros liderados em 2019, com 2261 quilómetros (62,4%). Mais que Ferrari (920 km) e Red
Bull (442 km) juntas. Contas feitas, Lewis Hamilton esteve no comando 1683 km (46,5%), mais que os quilómetros liderados por Charles Leclerc (613 km), Valtteri Bottas (577 km) e Max Verstappen (442 km) juntos! Sebastien Vettel liderou, apenas, 307 km.
No que toca à fiabilidade, a Mercedes não conseguiu um registo perfeito porque Valtteri Bottas abandonou a 41 km do final do GP da Alemanha. Assim, Lewis
Hamilton cumpriu 3622 km e Valtteri Bottas 3581 km. Max Verstappen também fez todos os quilómetros de 2019, igualando o cinco vezes campeão do
Mundo. O terceiro piloto que mais quilómetros cumpriu foi Sebastian Vettel (3616 km), seguido de Kimi Räikkönen (3583 km). Seguem-se Valtteri Bottas
(3581 km), Alexander Albon (3543 km), Georges Russell (3532 km), Robert Kubica (3508 km), Pierre Gasly (3506 km), Lance Stroll (3477 km), Daniil Kvyat (3398 km), Antonio Giovinazzi (3375 km), Carlos Sainz (3322 k ), Kevin Magnussen (3303 km), Sergio Pérez (3295 km), Charles Leclerc (3246 km), Nico Hulkenberg (3235 km), Daniel Ricciardo (3064 km), Lando Norris (3018 km) e Romain Grosjean (2756 km).
Olhando para a estatística das equipas, a Ferrari é apenas a sexta com melhor fiabilidade, pois os seus dois pilotos não foram além de 6862 km, menos 341 km que a Mercedes. O pódio é ocupado pela Mercedes (7203 km), Red Bull (7128 km) e Williams (7039 km). Seguem-se Alfa Romeo (6958 km), Toro Rosso (6941 km), Ferrari (6862 km), Racing Point (6772 km), McLaren (6341 km), Renault (6298 km) e Haas (6060 km), com a equipa americana a percorrer menos 1143 km que a Mercedes!
Finalmente, cabe dizer que Lewis Hamilton e Max Verstappen completaram todas as 746 voltas percorridas até agora em 2019. Sebastian Vettel só perdeu uma volta para os dois primeiros, enquanto que o quarto piloto que mais voltas completou foi Kimi Räikkönen, com 738 voltas. Seguem-se Valtteri Bottas (737), Alexander Albon (729), George Russell (728), Pierre Gasly (725), Robert Kubica (723), Lance Stroll (715), Daniil Kvyat (706), Antonio Giovinazzi (702), Kevin Magnussen (690), Carlos Sainz (689), Sergio Pérez (675), Nico Hulkenberg (670), Charles Leclerc (647), Daniel Ricciardo (636), Lando Norris (613)
e Romain Grosjean (587).
No que toca às equipas, a Mercedes cumpriu 1483 voltas, segue-se a Red Bull (1471), Williams (1451), Alfa Romeo (1440), Toro Rosso (1435), Ferrari (1392), Racing Point (1390), Renault (1306), McLaren (1302) e Haas (1277).


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