Enquanto muitos adeptos acordavam cedo para acompanhar os treinos livres do Grande Prémio da Austrália, António Félix da Costa já estava a trabalhar desde as três da manhã no simulador da Alpine, dando apoio à preparação da equipa que está em Melbourne.
A estrela portuguesa da Fórmula E vai competir esta temporada a tempo inteiro no Campeonato do Mundo de Resistência (WEC) com a Alpine, equipa que recorreu aos seus serviços para ajudar na preparação do GP da Austrália. No simulador, o piloto português participou na revisão de vários setups, ensaiou procedimentos de arranque e terá contribuído também com a sua experiência na gestão de energia — um dos elementos-chave da nova geração de monolugares.

A temporada de 2026 marca a chegada de uma Fórmula 1 muito mais dependente da energia elétrica, com as baterias a fornecerem perto de 50% da energia disponível nas novas unidades motrizes. Essa energia é recuperada rapidamente, mas também se esgota com facilidade, o que obriga os pilotos a recorrer a estratégias de gestão como o lift and coast e a otimizar a travagem para recuperar energia antes das retas seguintes.
Os pilotos de Fórmula E acumulam uma vasta experiência na gestão de energia, e esse conhecimento está agora a ser aproveitado por várias estruturas da Fórmula 1 na procura do melhor equilíbrio entre desempenho e eficiência. Félix da Costa está este fim de semana ao serviço da Alpine para ajudar Pierre Gasly e Franco Colapinto a encontrar as melhores soluções.
Segundo o piloto português, foram realizadas mais de 200 voltas virtuais ao circuito de Albert Park no simulador da equipa para explorar diferentes configurações e cenários de corrida. O português deverá repetir este trabalho ao longo da temporada em vários grandes prémios, colocando a sua experiência ao serviço de uma Fórmula 1 cada vez mais dependente da gestão inteligente da energia.
Fotos: Alpine e Philippe Nanchino /MPSA










