Após ter vencido o Grande Prémio da Austrália, prova de abertura da temporada de 2016, com Nico Rosberg ao volante, a Mercedes revelou o impacto que as novas restrições à comunicação entre engenheiro e piloto trouxeram na sua estrutura. A equipa alemã apenas emitiu oito mensagens entre o muro das boxes e os seus pilotos, comparativamente às 21 que foram registadas em 2015. Se juntarmos todas as equipas da grelha, o número sobre para 48 contra as 93 do ano passado, menos 45 mensagens que espelham bem (ou talvez não, dependendo da sua importância) como esta nova regra influenciou a gestão tática.
Até ao último instante decorreram negociações intensas sobre o que era ou não permitido às equipas, com a FIA a acabar por aceitar “limitar” essas comunicações estratégicas ao invés de bani-las por completo.
Christian Horner foi uma das pessoas que se mostrou satisfeita com esta ‘abertura’, uma vez que na sua opinião entrega o balanço correto entre tornar a vida mais difícil aos pilotos mas, ao mesmo tempo, dar aos fãs algum informação que os ajude a compreender melhor o que se passa na corrida.
“Há menos tráfego. Penso que é bom que tenham permitido falar sobre aspetos estratégicos, porque isso faz parte de um desporto de equipa. E de táticas. É óptimo que quem nos vê na televisão possa ter acesso a essa informação.”
O patrão da Red Bull acrescentou: “Concordo que dizer a um piloto como guiar o carro não é o que se espera da Fórmula 1. Mas a parte tática, estratégica do desporto é fascinante. E é positivo que tenha sido permitido transmitir essa informação antes do início da corrida”.












