Olhar para a prestação de um Fórmula 1 tem que ser feito duma forma global, e numa altura em que pondera a estratégia de pneus escolher para 2019, Mario Isola, diretor da Pirelli entende que é importante ouvir muita gente e só depois tomar a decisão que lhe cabe, escolher entre pneus mais macios ou mais duros para 2019.
Assim e tendo em conta que vão existir importantes alterações aerodinâmicas nos monolugares de F1 para 2019, em que alguns confirmam que vai haver diferenças significativas em pista, enquanto outros asseguram que em três ou quatro corridas, já as equipas recuperaram a performance aerodinâmica perdida com as mudanças, e tudo volta ao mesmo, não ajuda muito à tomada de decisão.
Por outro lado, vai haver mais 5Kg de combustível por corrida, o que significa menos gestão de combustível, sendo este outro ponto que assegura que os pilotos vão andar mais depressa. Nesta equação falta, como se percebe, os pneus, e para Isola, estes dados só dão mais força ao que já pensa: “Provavelmente será melhor dar aos pilotos pneus mais consistentes de modo a que possam atacar em pista em vez de esperarem pelo ‘overcut’ ou ‘undercut’ das paragens nas boxes. A paragem faz parte da corrida, mas penso que toda a gente prefere ultrapassagens em pista do que no pit lane.
Pelo que se percebe, a Pirelli está muito inclinada a reverter as escolhas para compostos mais duros, que fará com que os pilotos não tenham que se preocupar tanto com os desgaste dos pneus. Agora se isso será bom para a competição, como sempre teremos que esperar para ver…
É bom lembrar que já tivemos eras, no início do Séc. XXI, em que os pneus simplesmente, mal se desgastavam e as corridas eram maioritariamente procissões rápidas, pois era muito difícil ultrapassar. A recente medida da Pirelli em introduzir compostos muito diferentes em termos de prestações, trouxe mais ação em pista, mas também trouxe muito mais gestão de andamento. Ganhou-se de um lado, perdeu-se do outro.









